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Livro com raro autógrafo de Hitler é leiloado por R$ 70 mil no Reino Unido

Edição de 1935 de "Minha Luta" é considerada rara, porque o ditador alemão era conhecido por se negar a assinar documentos ou presentes.

15 jun 2017
15h29
atualizado às 16h08
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Uma cópia raríssima e autografada do livro de Adolf Hitler, Minha Luta, foi vendida em um leilão no Reino Unido por 17 mil libras - mais de R$ 70 mil.

Hitler
Hitler
Foto: BBCBrasil.com

A edição do livro é de 1935, tem uma suástica em alto relevo e traz a assinatura do ditador alemão na primeira folha.

Havia chegado às mãos de um antigo jornalista da BBC e do periódico Oxford Mail , Peter Cadogan, em uma visita a Munique no fim da década de 1930.

O comprador não teve a identidade revelada e adquiriu o livro online a partir do condado de Lancashire, na Inglaterra.

Antes, o responsável pelo leilão, James Thompson, acreditava que o preço máximo a ser pago pelo livro seria de 2,5 mil libras (R$ 10,4 mil).

Essa cópia é particularmente rara por causa do autógrafo. Hitler era conhecido por se negar a assinar documentos ou presentes - ou seja, um exemplar com a assinatura dele é algo quase impossível de se encontrar.

Thompson se disse surpreso pelo interesse demonstrado no livro, já que imaginava que ninguém gostaria de "sequer encostar em qualquer coisa nazista".

No entanto, ele explica, há quem acredite que o livro deva ser preservado, apesar da terrível herança de Hitler. "É, de certa forma, um jeito de tocar o monstro", diz.

Thompson diz que não sabe quem comprou o livro, mas imagina que tenha sido o dono de alguma coleção histórica particular.

Livro

Minha Luta foi publicado inicialmente em 1925 e fala da ideologia política de Hitler e seus planos para a Alemanha.

Edição de 1935 leiloada tem assinatura de Hitler na primeira página
Edição de 1935 leiloada tem assinatura de Hitler na primeira página
Foto: Silverwoods / BBCBrasil.com

O jornalista Cadogan conhecera a britânica Unity Mitford, que fazia parte do círculo de amigos próximos de Hitler - foi ela que pediu para o ditador assinar o livro.

"Hitler não assinava livros. Não era algo que ele fizesse. Ele só o fez aquela vez, a pedido de Unity Mitfort", explica Thompson.

O livro foi vendido a pedido da família de Cadogan. Para o historiador Stuart Jennings, da Universidade de Warwick, o livro é raro também porque "depois da (Segunda) Guerra e do julgamento de Nuremberg (que julgou crimes do nazismo), houve um grande esforço em destruir qualquer coisa que fosse relacionada ao Terceiro Reich, para garantir que não soubrasse nada para ser idolatrado. Até mesmo o bunker de Hitler foi destruído".

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