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Itália se oferece para integrar missão naval no Estreito de Ormuz

Meloni, no entanto, declarou que a iniciativa precisaria de aval do Parlamento

15 jun 2026 - 08h19
(atualizado às 09h00)
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A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou nesta segunda-feira (15) que o país está pronto, junto com outros parceiros internacionais, a contribuir com uma presença naval no Estreito de Ormuz, desde que haja autorização do Parlamento.

Giorgia Meloni reforçou que Irã não pode ter armas nucleares
Giorgia Meloni reforçou que Irã não pode ter armas nucleares
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Os princípios do memorando de entendimento entre EUA e Irã são claros: o Irã não pode adquirir armas nucleares e a liberdade de navegação deve ser garantida", declarou a premiê em nota.

"Estamos prontos, juntamente com outros parceiros e sujeitos à necessária autorização parlamentar, para contribuir para uma presença naval internacional que acompanhe a reabertura completa do Estreito de Ormuz", acrescentou.

Meloni classificou o entendimento como uma "ocasião de paz que deve ser aproveitada" e agradeceu aos mediadores, "em particular ao Catar e ao Paquistão, que tornaram possível este acordo". "A Itália, como já fez no passado, está pronta a apoiar o processo diplomático rumo a um acordo abrangente", acrescentou.

Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores e vice-premiê italiano, Antonio Tajani, convocou para quarta-feira (17) uma reunião para discutir as iniciativas relacionadas à reabertura do Estreito de Ormuz, com a participação de organizações, empresas e setores afetados pelo bloqueio na rota marítima.

"O cessar-fogo é um fato muito importante. É preciso reforçá-lo com um grande trabalho diplomático. É importante para a nossa economia que se comece a navegar em Ormuz", destacou o chanceler.

O acordo entre EUA e Irã foi anunciado no último domingo (14), com cessação imediata das operações militares, porém a assinatura oficial está marcada para sexta-feira (19), na Suíça. O Estreito de Ormuz, rota crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás do Golfo Pérsico, será totalmente reaberto apenas depois dessa data.

Hostilidades no Líbano

Em seu comunicado, Meloni também defendeu a necessidade de interrupção dos conflitos entre Israel e Hezbollah.

"É necessário que as hostilidades cessem também no Líbano, onde a Itália continuará trabalhando para sustentar a soberania libanesa", afirmou.

Tajani reforçou o pedido em declaração dada em Luxemburgo. "Devemos fazer com que cessem também os combates no Líbano e com que Israel não bombardeie mais Beirute", disse.

No último domingo, um ataque israelense na capital libanesa chegou a colocar o acordo em risco e provocou críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou que o premiê Benjamin Netanyahu "não tem juízo".

Ansa - Brasil
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