Itália prende 4 suspeitos de atentado a bomba contra jornalista em Roma
Explosivo foi detonado em frente a casa de repórter no ano passado
Quatro pessoas foram presas na Itália sob suspeita de ter participado de um atentado a bomba contra a residência do jornalista investigativo Sigfrido Ranucci, da emissora estatal RAI, no ano passado.
A informação foi confirmada nesta terça-feira (30) pelos Carabineiros. O caso ocorreu em 16 de outubro de 2025, quando um explosivo foi detonado em frente ao portão da casa de Ranucci em Pomezia, província de Roma, destruindo dois carros estacionados na rua ? o dele e o de sua filha ? e danificando um muro.
Os suspeitos foram acusados de danos materiais e posse de explosivos, tendo como agravante o uso de métodos típicos da máfia. Todos os envolvidos, sendo três homens e uma mulher, residem na província de Avellino, na Campânia, no sul da Itália.
Os agentes acreditam que o grupo foi contratado para realizar o serviço e recebeu milhares de euros para executá-lo.
No entanto, os investigadores ainda não conseguiram identificar os mandantes do ataque.
"A expectativa é que, após a prisão dos supostos autores, medidas também sejam tomadas contra os instigadores", declarou Alfredo Mantovano, secretário do gabinete responsável pela Segurança Nacional e Inteligência.
"Tudo o que atenta contra a segurança dos cidadãos, em particular daqueles que realizam atividades de informação, deve ser esclarecido da maneira mais completa possível, sem deixar sombra de dúvidas", acrescentou.
Ranucci apresenta o "Report", um programa de investigação focado em crimes e casos de corrupção. Antes do atentado de outubro, o jornalista já contava com escolta devido a ameaças.
"Agora, aguardamos para ver como a situação vai se desenrolar", afirmou Ranucci nesta terça, após ser informado sobre a prisão dos suspeitos.
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