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Sistema de saúde da Venezuela vive pressão, superlotação e danos devido ao terremoto, diz OMS

Mais de 22 mil pessoas receberam atendimento em hospitais desde os abalos que atingiram a região

30 jun 2026 - 10h55
(atualizado às 11h11)
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Homem é resgatado com vida após 106 horas preso em escombros na Venezuela:

O sistema de saúde da Venezuela está sob forte pressão após os terremotos consecutivos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram a região na semana passada, segundo a Organização Mundial da Saúde  (OMS). Em um pronunciamento nesta terça-feira, 30, foi relatado danos em hospitais e falta de profissionais, além de superlotação. 

Até o momento, foram contabilizados 1.719 mortos, além de 5.034 feridos depois que centenas de prédios desabaram com os tremores. Ao menos três centros de saúde tiveram danos graves e outros seis ficaram parcialmente destruídos ou funcionam com capacidade reduzida, conforme o porta-voz da OMS Christian ⁠Lindmeier. 

Vista de um prédio após o terremoto no estado de La Guaira, Venezuela, em 26 de junho de 2026.
Vista de um prédio após o terremoto no estado de La Guaira, Venezuela, em 26 de junho de 2026.
Foto: Javier Campos/NurPhoto via Getty Images

"Os demais permanecem operacionais, mas sob pressão significativa", esclareceu ao se referir uma pesquisa realizada em 21 unidades de saúde da região. “Conclusões preliminares revelam uma prestação de serviços e um fluxo de pacientes ‌caóticos, marcados pela superlotação [e] por um crescente acúmulo de cirurgias pendentes", acrescentou.

Além do caos nas estruturas, vários profissionais de saúde especializados em atendimento materno em La Guaira estão desaparecidos, o que de acordo com Lindmeier, criou uma “lacuna crítica” no atendimento obstétrico.

Pessoas e equipes de resgate trabalham nos escombros do edifício Moises, na Avenida Anauco, após um terremoto de magnitude 7,2 atingir a Venezuela e outras regiões do Caribe em 25 de junho de 2026, em Caracas, Venezuela.
Pessoas e equipes de resgate trabalham nos escombros do edifício Moises, na Avenida Anauco, após um terremoto de magnitude 7,2 atingir a Venezuela e outras regiões do Caribe em 25 de junho de 2026, em Caracas, Venezuela.
Foto: Edilzon Gamez/Getty Images

O governo venezuelano informou nesta segunda-feira, 29, que 22.619 pessoas receberam atendimento em hospitais, em um balanço provisório, portanto, esses números podem aumentar. 

As milhares de pessoas deslocadas pelos terremotos também correm risco de surtos de doenças como febre amarela e dengue, especialmente devido à cobertura vacinal relativamente baixa, segundo o porta-voz. 

Em um hospital de La Guaira, o local mais afetado, pacientes são tratados no estacionamento. Na mesma região, há filas de corpos nas ruas aguardando identificação. A situação é tão caótica que o porto da cidade se tornou um necrotério improvisado. 

Os corpos retirados dos escombros de edifícios destruídos estão sendo encaminhados para lá desde esta segunda-feira, 29. Segundo a agência de notícias Deutsche Welle, foram avistados no local médicos legistas com jalecos azuis caminhando entre dezenas de sacos mortuários empilhados no chão. 

Alguns dos corpos já estão em caixões de madeira, também no chão. Perto da tenda branca que concentra a operação, há cerca de uma centena de caixões vazios de um lado e escombros do outro, conforme jornalistas da agência de notícias AFP.

Missão Venezuela: veja imagens da atuação de bombeiros brasileiros em resgates após terremotos:

Buscas chegam ao sexta dia

Autoridades seguem na busca de sobreviventes e resgate de mortos dos escombros pelo sexto dia seguido. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU estima que mais de 6 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelos tremores. A projeção também aponta que 50 mil pessoas podem estar desaparecidas. 

Cerca de 50 mil pessoas estão desaparecidas após terremotos na Venezuela
Cerca de 50 mil pessoas estão desaparecidas após terremotos na Venezuela
Foto: Diko Betancourt/Anadolu via Getty Images

Ao menos 15.866 pessoas estão desalojadas devido aos tremores, conforme a presidente Delcy Rodríguez. Além de La Guaira, também sofreram com o desastre Caracas e Maiquetía, onde fica o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, principal porta de entrada do país.

**Com informações da Reuters

Fonte: Portal Terra
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