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Diminuem as esperanças de encontrar mais sobreviventes dos terremotos na Venezuela

30 jun 2026 - 11h19
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Socorristas na Venezuela ‌estavam perdendo a esperança, nesta terça-feira, de encontrar mais sobreviventes dos dois terremotos que atingiram o país na semana passada, após horas de trabalho exaustivo em busca de vítimas sob os escombros de prédios desabados.

Equipes de resgate do Equador e ⁠dos EUA interromperam as operações na madrugada de terça-feira em ‌Macuto, cidade no Estado de La Guaira — a região mais atingida pelos terremotos de 24 de junho —, após mais ‌de 40 horas de trabalho, quando deixaram ‌de receber respostas de uma mãe e seus três ⁠filhos presos sob um prédio de nove andares.

"No fim das contas, acreditamos que os dias já se passaram e que o que encontraremos agora é a morte", disse o major Jorge Montanero, líder da equipe EQ11 de Guayaquil, localizada na ‌costa do Pacífico do Equador.

"Infelizmente, as coisas não evoluíram favoravelmente", ‌afirmou ele enquanto estava ⁠em meio ⁠aos escombros, após cortar quatro lajes de concreto do prédio na tentativa ⁠de localizar as quatro vítimas ‌presas.

Cerca de 59 mil ‌prédios foram danificados ou destruídos pelos dois terremotos — que ocorreram com apenas alguns segundos de diferença, com magnitudes de 7,2 e 7,5 —, segundo estimativas da Nasa. A devastação ⁠generalizada pode ser vista do espaço.

Nem todos os prédios desabados contaram com equipes profissionais de resgate no local; parentes e vizinhos têm trabalhado para remover os escombros a fim de resgatar sobreviventes ou recuperar ‌corpos, segundo relatos de sobreviventes e moradores de várias áreas.

"Não há dúvida de que estamos diante de um número maior ⁠do que já foi divulgado. Posso dar uma estimativa: estamos adquirindo — e isso foi acordado com as autoridades locais — 10.000 sacos para cadáveres", disse Gianluca Rampolla, coordenador residente das Nações Unidas na Venezuela, de seu escritório na capital venezuelana, Caracas.

O governo da presidente interina Delcy Rodríguez afirma que pelo menos 1.750 pessoas morreram e milhares ficaram feridas em consequência dos terremotos. Cerca de 16.000 pessoas ficaram desabrigadas.

Um site promovido pela oposição política do país estima que o número de pessoas ainda desaparecidas seja de cerca de 43.000.

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