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Israel ataca membros do Hamas em Doha

Catar classificou atentado como 'covarde'

9 set 2025 - 11h10
(atualizado às 12h27)
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Israel confirmou nesta terça-feira (9) que realizou um ataque em Doha, capital do Catar, que tinha como "alvos membros da organização terrorista Hamas".

Bombardeo israelí contra cúpula de Hamás en Qatar
Bombardeo israelí contra cúpula de Hamás en Qatar
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Segundo a TV saudita Al Arabiya, ao menos quatro líderes do grupo árabe morreram no atentado, mas a Al Jazeera, citando um alto funcionário do Hamas, afirmou que os dirigentes sobreviveram.

"A ação de hoje contra os principais líderes terroristas do Hamas foi uma operação completamente independente de Israel. Israel a iniciou, a liderou e assume total responsabilidade", comunicou o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Imagens de fumaça foram transmitidas pelas TVs israelenses após a aeronáutica militar do país bombardear um prédio no bairro de Katara. Autoridades israelenses declararam ao Canal 12 que a ofensiva foi uma "ação retaliatória" contra líderes do Hamas reunidos em Doha, chamando a ação de "Atzeret HaDin", algo como o "Dia do Julgamento", em referência ao feriado judaico de Shemini Atzeret, quando o grupo fundamentalista atacou o sul israelense em 7 de outubro de 2023, dando início à guerra em curso.

De acordo com o mesmo canal, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "deu autorização" para o ataque israelense no Catar.

Do lado árabe, a TV Al Arabiya noticiou que os líderes do Hamas Khalil al-Hayya, Zaher Jabarin, Khaled Mashaal e Nizar Awdallah morreram no atentado. Ao mesmo tempo, fontes palestinas afirmaram que outros representantes da organização também estavam presentes no prédio alvejado, incluindo Muhammad Darwish, Razi Hamad e Izzat al-Rishq.

Mas a Al Jazeera, citando um alto funcionário do Hamas, negou as quatro mortes, afirmando que todos os integrantes sobreviveram ao bombardeio.

Já o Catar definiu o bombardeio em Doha como "covarde". "É uma violação flagrante de todo o direito internacional", diz um comunicado do governo catariano transmitido pela emissora Al-Jazeera, acrescentando que o país "condena veementemente este ataque e afirma que não tolerará este comportamento imprudente de Israel, nem a contínua interferência na segurança da região".

Segundo a nota, Doha abriu uma investigação "conduzida pelos mais altos escalões" das instituições do país sobre a ofensiva.

Já secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, denunciou uma "flagrante violação da soberania" do Catar por parte de Israel, enquanto o papa Leão XIV expressou preocupação com o ataque.

"Chegaram notícias verdadeiramente graves nos últimos minutos. Toda a situação é muito grave", disse Robert Prevost a jornalistas, ao deixar as vilas pontifícias em Castel Gandolfo, nos arredores de Roma.

"Não sabemos para onde as coisas estão caminhando, precisamos rezar", acrescentou Leão XIV, que recebeu no Vaticano o presidente de Israel, Isaac Herzog, há menos de uma semana. 

Ansa - Brasil
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