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Israel aderiu ao "Conselho da Paz" de Trump, afirma Netanyahu

12 fev 2026 - 07h58
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Israel aderiu à iniciativa "Conselho da Paz" ‌do presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na quarta-feira, durante sua visita a Washington, onde se reuniu com Trump e o secretário de Estado Marco Rubio.

Imagens divulgadas na quarta-feira após a reunião entre Netanyahu e Rubio mostraram os dois segurando um documento com a assinatura ⁠de Netanyahu sobre a adesão de Israel ao conselho. Netanyahu disse no X ‌que "assinou a adesão de Israel como membro do 'Conselho da Paz'".

Mais tarde, ele discutiu o Irã com Trump.

Uma resolução do Conselho de Segurança da ‌ONU, adotada em meados de novembro, autorizou o "Conselho ‌da Paz" e os países que trabalham com ele a estabelecer ⁠uma força internacional de estabilização em Gaza, onde um frágil cessar-fogo começou em outubro sob um plano de Trump que Israel e o grupo militante palestino Hamas aprovaram.

De acordo com o plano de Trump para Gaza, o conselho deveria supervisionar a governança temporária de Gaza. Trump disse posteriormente que ‌o conselho, com ele como presidente, seria ampliado para lidar com conflitos globais.

O ‌conselho realizará sua primeira ⁠reunião em 19 de ⁠fevereiro, em Washington, para discutir a reconstrução de Gaza.

Muitos especialistas em direitos humanos afirmam ⁠que Trump comadar um conselho para ‌supervisionar os assuntos de um ‌território estrangeiro se assemelha a uma estrutura colonial. A presença de Israel no conselho deve trazer mais críticas, já que o conselho não inclui nenhum palestino.

Os países reagiram com cautela ao convite de Trump ⁠para participar do conselho, lançado no final de janeiro. Muitos especialistas estão preocupados que o conselho possa prejudicar as Nações Unidas.

Embora alguns aliados de Washington no Oriente Médio tenham aderido, muitos de seus aliados ocidentais tradicionais permaneceram afastados.

O cessar-fogo em Gaza foi ‌repetidamente violado, com pelo menos 580 palestinos e quatro soldados israelenses mortos desde que começou em outubro, de acordo com dados palestinos e israelenses, ⁠respectivamente.

A próxima fase do plano de Trump para Gaza prevê a resolução de questões complexas, como o desarmamento do Hamas, que o grupo há muito rejeita, a retirada israelense de Gaza e o envio de uma força internacional de manutenção da paz.

O ataque de Israel a Gaza matou mais de 72.000 pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, causou uma crise de fome e deslocou internamente toda a população de Gaza.

Vários especialistas em direitos humanos, acadêmicos e uma investigação da ONU afirmam que isso equivale a genocídio. Israel chama suas ações de autodefesa, depois que militantes liderados pelo Hamas mataram 1.200 pessoas e fizeram mais de 250 reféns em um ataque no final de 2023.

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