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Câmera corporal mostra agente atirando contra professora durante operação de imigração nos EUA

Caso ocorreu em outubro de 2025; professora chegou a ser atingida, mas sobreviveu ao ataque

12 fev 2026 - 08h59
(atualizado às 10h31)
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Imagem de câmera corporal de agente da Patrulha da Fronteira dos EUA após Marimar Martinez ser baleada
Imagem de câmera corporal de agente da Patrulha da Fronteira dos EUA após Marimar Martinez ser baleada
Foto: Gabinete do Procurador dos EUA/Divulgação via REUTERS

Imagens do ataque armado contra uma professora de Chicago vieram à tona nesta terça-feira, 10. As câmeras corporais de um agente da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos (DSH, da sigla em inglês) mostram o momento em que ele atira em Marimar Martinez, de 31 anos, durante uma operação de imigração, em outubro de 2025. 

Além do vídeo, mensagens de textos, e-mails e outros registros estão no processo que investiga o caso e colocam em dúvida a versão dada pelo governo Trump. O caso ocorreu em 4 de outubro e, pouco depois, o DSH afirmou que ela havia avançado com seu veículo contra os agentes. No entanto, os registros apontam que eles teria batido no carro dela. 

O material foi divulgado pelo Ministério Público Federal em Chicago, após após um juiz do tribunal distrital declarou que o governo demonstrou "preocupação zero" com a reputação da professora. 

Pelas imagens, é possível ver que Marimar seguia os agentes para alertar os moradores sobre ‌sua presença quando aconteceu a colisão entre os veículos. A câmera corporal registrou o momento em que um agente diz "faça alguma coisa, v*dia" pouco antes dos carros baterem. 

O carro da Patrulha era conduzido por Charles Exum, disse que eles estavam sendo encurralados. "É hora de ser agressivo", disse na ocasião. Ele aida acrescentou: "Vamos fazer contato".

Depois da colisão, Exum desceu do carro e atirou cinco vezes contra Marimar. Ela fugiu de carro do local e foi levada de ambulância a um hospital local, onde recebeu atendimento e sobreviveu. As imagens feitas pelo FBI mostram marcas de bala no para-brisa do carro da professora e uma janela traseira do passageiro quebrada. Também há registro de sangue dentro do veículo. 

O DHS divulgou um comunicado na época em que ocorreu o tiroteio dizendo que ela havia "emboscado" o veículo da Patrulha e que o agente havia atirado em legítima defesa. Ela foi indiciada sob acusação de impedir um agente federal, mas foram retiradas em novembro. No entanto, uma declaração do órgão a rotulou como "terrorista doméstica" e isso permaneceu online.

O advogado da professora, Christopher Parente, afirmou que Exum está sob investigação ‌criminal pelo Ministério Público Federal em South Bend, Indiana. (**Com informações do Estadão Conteúdo)

Fonte: Portal Terra
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