Chefe de política do Pentágono defende Otan baseada em "parceria em vez de dependência"
O chefe de política do Pentágono, Elbridge Colby, pediu na quinta-feira que a Otan se baseie em "parceria em vez de dependência" ao chegar para conversas em Bruxelas com os ministros da Defesa da aliança militar.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, não participará da reunião na sede da Otan em Bruxelas, sendo substituído por Colby, que ocupa o terceiro cargo mais importante do Pentágono.
A ausência de Hegseth marca a segunda vez consecutiva que uma autoridade de alto escalão do governo Trump falta a uma reunião da Otan, depois que o secretário de Estado Marco Rubio não compareceu a uma reunião dos ministros das Relações Exteriores da aliança em dezembro.
Essas ausências e as repetidas tensões entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e as nações europeias — mais recentemente sobre a Groenlândia — suscitaram novas questões por parte de autoridades e analistas europeus sobre o compromisso de Washington com a Otan, que há décadas é a base da defesa do continente.
Trump tem repetidamente exortado as nações europeias a aumentarem seus gastos militares e assumirem mais responsabilidade por sua própria segurança, reduzindo sua dependência dos EUA. Os líderes da Otan responderam no ano passado concordando em gastar 5% de seu PIB em investimentos relacionados à defesa e segurança.
Colby ofereceu algumas palavras de tranquilidade aos aliados europeus, declarando que "temos uma base realmente sólida para trabalhar juntos", à medida que as nações europeias concordaram em liderar a defesa convencional do continente.
"Agora é hora de marcharmos juntos, de sermos pragmáticos", disse ele aos repórteres, pedindo uma aliança "baseada na parceria, em vez da dependência, e realmente um retorno ao que a Otan se propôs originalmente".
Em um sinal da mudança no equilíbrio da aliança, a Otan anunciou esta semana que os EUA entregarão dois de seus principais postos de comando — em Nápoles, Itália, e Norfolk, Virgínia — a oficiais europeus.