PUBLICIDADE

Irã emite mandado de prisão a Trump por morte de Soleimani

Presidente é acusado de terrorismo na morte de Qassem Soleimani

29 jun 2020
08h41 atualizado às 12h41
0comentários
08h41 atualizado às 12h41
Publicidade
Presidente Donald Trump ordenou ataque que matou Qassem Soleimani
Presidente Donald Trump ordenou ataque que matou Qassem Soleimani
Foto: EPA / Ansa

A Justiça do Irã emitiu mandados de prisão contra 36 cidadãos estrangeiros, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo bombardeio que matou o general Qassem Soleimani, ocorrido em 3 de janeiro de 2020.

O anúncio foi feito pelo procurador-geral de Teerã, Ali Alqasi Mehr. "36 indivíduos envolvidos ou que ordenaram o assassinato de Qassem, incluindo políticos e militares dos EUA e de outros governos, foram identificados, e oficiais judiciários emitiram mandados de prisão contra eles", disse Mehr à agência iraniana Fars.

Segundo o procurador, o Irã também lançou alertas vermelhos via Interpol. As acusações são de assassinato e terrorismo, e Mehr acrescentou que Trump está "no topo da lista" e será processado "assim que deixar a Presidência".

Soleimani foi morto em um bombardeio americano no aeroporto internacional de Bagdá, capital do Iraque, e comandava a Força Quds, unidade especial do Exército dos Guardiães da Revolução Islâmica.

A morte do militar mais poderoso do Irã e possível sucessor de Hassan Rohani como presidente provocou revolta entre os iranianos e uma série de protestos contra os Estados Unidos.

O país persa reagiu ao ataque contra Soleimani com um bombardeio a bases americanas no Iraque, mas derrubou por engano um avião da Ukraine International Airlines com 176 pessoas a bordo. Todas morreram.

"Golpe de propaganda"

Um pedido de prisão iraniano contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outras 35 pessoas pelo assassinato do general Qassem Soleimani é um "golpe de propaganda", disse o enviado norte-americano para o Irã, Brian Hook, em entrevista coletiva na Arábia Saudita nesta segunda-feira.

"Nossa avaliação é de que a Interpol não intervém e não emite alertas vermelhos baseados em natureza política", disse Hook ao lado do ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel al-Jubeir, em Riad.

"Esse é de natureza política. Isso não tem nada a ver com segurança nacional, paz internacional ou promoção da estabilidade. É um golpe de propaganda que ninguém leva a sério", afirmou Hook.

Com informações da Reuters.

Ansa - Brasil   
Publicidade
Publicidade