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Explosão atinge área de hotéis de luxo em Dubai

Um incêndio em Palm Jumeirah, em Dubai, deixou quatro pessoas feridas, segundo autoridades locais. Irã fez ataques a países da região

28 fev 2026 - 15h27
(atualizado às 16h31)
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Um incêndio em Palm Jumeirah, área de hotéis de luxo em Dubai deixou quatro pessoas feridas, segundo autoridades locais. As vítimas foram levadas para hospitais.

O incidente aconteceu após a mídia estatal do Irã ter dito que havia lançado um ataque contra Dubai, um dos emirados que compõem o país chamado Emirados Árabes Unidos, no Oriente Médio. Ação de Teerã contra o país e outros região, considerados aliados de Washington, foi uma retaliação ao bombardeio de Israel e dos EUA contra o país na manhã deste sábado (28/2).

Um vídeo compartilhado por uma testemunha mostra fumaças se espalhando pelo céu de Palm Jumeirah, um arquipélago artificial e ponto turístico.

A BBC Verify, equipe de jornalistas que faz checagem de dados, verificou as gravações, que mostram o momento em que o Fairmont, hotel 5 estrelas da cidade, é antigido.

Ainda não está claro qual é o alvo do Irã, mas há presença militar dos Estados Unidos nos Emirados Árabes.

Dubai há muito se posiciona como uma ilha de estabilidade em uma região frequentemente conturbada.

A ilha também vem se firmando como o principal destino turístico no Golfo e também como centro para escalas para viajantes que se deslocam para outros lugares.

Forças dos Emirados Árabes Unidos combateram diretamente representantes iranianos no Iêmen, e tanto Dubai quanto Abu Dhabi, outro emirado, possuem uma presença militar significativa dos EUA na maior parte do tempo.

O porto de Jebel Ali, não muito longe da marina de Dubai, é uma parada frequente para navios de guerra dos EUA no Golfo.

Os Emirados Árabes Unidos também disseram que uma área residencial em Abu Dhabi foi atingida e que teriam matado um civil de nacionalidade asiática cujo nome não foi divulgado.

A Força Aérea dos Estados Unidos opera a partir de uma base em Al Dhafra, ao sul de Abu Dhabi, juntamente com a Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos.

O ataque ao Irã e o revide

Estados Unidos e Israel lançaram um ataque coordenado contra o Irã na manhã deste sábado (28/2). A mídia estatal iraniana disse que seus líderes sofreram uma tentativa de assassinato, mas escaparam e passam bem.

Segundo a Agência de Notícias da República Islâmica, 53 pessoas morreram após bombardeios terem atingido uma escola primária feminina no condado de Minab, na província de Hormozgan, no sul do Irã. Outras 48 pessoas teriam se ferido, afirmou o governador Mohammad Radmehr.

A BBC não conseguiu verificar essa informação de forma independente, pois veículos de imprensa internacionais frequentemente têm seus vistos negados para o Irã, o que limita a capacidade de coletar informações sobre o que está acontecendo no país, que ainda enfrenta um bloqueio de internet.

Segundo a agência de notícias iraniana Fars, explosões foram ouvidas em cinco cidades iranianas: Isfahan, Qom, Karaj, Kermanshah e na capital Teerã. O gabinete do líder supremo do Irã e o gabinete presidencial em Teerã também teriam sido atacados, mas, segundo o Irã, os governantes não foram atingidos.

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã prometeu uma "resposta esmagadora", afirmando que os ataques ocorreram "mais uma vez durante negociações" com Washington.

O governo iraniano lançou mísseis contra Israel, Qatar, Bahreim, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Jordania e Iraque.

Moradores de Teerã correm para se proteger durante ataque dos Estados Unidos e de Israel
Moradores de Teerã correm para se proteger durante ataque dos Estados Unidos e de Israel
Foto: Reuters / BBC News Brasil

Programa nuclear e 'oportunidade única'

Mapa mostra cidades que foram alvos de ataque dos Estados Unidos e de Israel
Mapa mostra cidades que foram alvos de ataque dos Estados Unidos e de Israel
Foto: BBC News Brasil

Os novos ataques ao Irã acontecem após semanas de negociações entre Washington e Teerã na tentativa de fechar um acordo sobre o programa nuclear iraniano.

Em pronunciamento sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã "tentou reconstruir seu programa nuclear e continua desenvolvendo mísseis de longo alcance".

Trump disse ainda que os Estados Unidos vão reduzir a indústria de mísseis do Irã a pó e "aniquilar" sua Marinha. O presidente instou os iranianos a usarem o momento para derrubar o regime clerical do país. "Quando terminarmos, tomem o poder. Será de vocês. Esta será provavelmente a única chance que terão por gerações", declarou.

O mandatário também disse aos membros das forças de segurança iranianas que receberiam "imunidade" se depusessem as armas. Caso contrário, "enfrentariam morte certa".

O presidente israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que "um regime terrorista assassino" não deve possuir armas nucleares "que lhe permitam ameaçar toda a humanidade". "Agradeço ao nosso grande amigo, o presidente Donald Trump, por sua liderança histórica", acrescentou.

Para o analista Jeremy Bowen, editor da BBC com ampla experiência na cobertura do Oriente Médio, Israel e Estados Unidos calcularam que o regime islâmico no Irã está vulnerável, lidando com uma grave crise econômica, as consequências da repressão brutal a manifestantes no início do ano e as defesas ainda enfraquecidas após os ataques sofridos em junho de 2025. Os presidentes americano e israelense concluíram que esta era uma oportunidade que não deveria ser desperdiçada.

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