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Homens armados retiram mulher e criança de clínica de Ebola no Congo, segundo as autoridades

16 jun 2026 - 21h18
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Assaltantes armados levaram uma mulher ‌e sua filha de um centro de saúde no leste da República Democrática do Congo, informaram as autoridades nesta terça-feira, o que aumentou os temores de uma maior disseminação do vírus Ebola.

Os agressores, armados com facas, invadiram uma clínica ⁠perto de Butembo, na província de Kivu do Norte, na ‌noite de segunda-feira, e levaram as duas, de acordo com um comunicado provincial ao qual a Reuters teve acesso. ‌O comunicado não identificou os agressores ‌nem revelou seus motivos.

O comunicado informou que a ⁠criança de seis anos havia testado positivo para o Ebola.

O incidente ressalta como a insegurança e a desconfiança da comunidade em relação aos profissionais de saúde estão prejudicando os esforços para conter o surto no leste do Congo, onde repetidos ataques ‌contra equipes médicas e de resposta têm atrapalhado os esforços ‌para rastrear contatos ⁠e isolar casos ⁠suspeitos.

"Até o momento, ainda não encontramos as duas pessoas que estamos procurando. ⁠Estamos fazendo um apelo ‌solene para que elas ‌se dirijam o mais rápido possível a um centro de tratamento de Ebola, pois seu retorno à comunidade corre o risco de agravar seu estado de saúde ⁠e, acima de tudo, infectar seus familiares", disse à Reuters o Dr. Lubambo Maboko Gaston, gerente de resposta a incidentes de Ebola no Kivu do Norte.

Lubambo disse que nenhum profissional de saúde ficou ‌ferido no ataque, acrescentando que o centro de saúde não estava protegido pelo Exército nem pela polícia.

O incidente ocorre em ⁠meio a uma série de ataques contra equipes de combate ao Ebola no leste do Congo, incluindo ataques recentes a equipes de sepultamento seguro e centros de tratamento na província vizinha de Ituri.

O Kivu do Norte registrou, até o momento, 67 casos confirmados e 38 mortes, de acordo com dados do governo divulgados nesta terça-feira, tornando-se a segunda província mais afetada depois de Ituri, que responde por mais de 90% dos casos.

Em nível nacional, o surto já infectou 837 pessoas e causou 196 mortes, segundo dados do governo.

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