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Executivo da Huawei diz que comentários recentes de Trump sobre 5G são "claros e corretos"

24 fev 2019
12h31
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O presidente do conselho de administração da Huawei Technologies disse que a afirmação do presidente Donald Trump de que os Estados Unidos precisavam avançar em comunicações móveis por meio da concorrência em vez de buscarem bloquear a tecnologia estava "clara e correta".

Os comentário de Trump via Twitter na quinta-feira não citaram especificamente a companhia chinesa, que está no centro de um debate envolvendo cibersegurança, mas podem ser vistos como atenuando a oposição do governo norte-americano ao grupo fornecedor de equipamentos de telecomunicações.

"Eu notei o Twitter do presidente, ele disse que os EUA precisam de 5G mais rápido e inteligente, ou mesmo 6G no futuro, e ele percebeu que os EUA estão ficando para trás em relação a isso, e eu acho que sua mensagem é clara e correta", afirmou Guo Ping por meio de intérprete antes do maior evento global da indústria de telecomunicações, em Barcelona.

Guo disse que a Huawei, maior fabricante de equipamentos de rede do mundo, será o foco das atenções no evento, que começa oficialmente na segunda-feira.

A companhia envolveu-se no impasse entre Estados Unidos e China sobre segurança de rede para próxima geração de serviços móveis, com o governo de Donald Trump dizendo que a Huawei permitido espionagem por parte da China.

Guo, que ocupa a presidência rotativa do conselho de administração, afirmou que a companhia nunca permitiria que qualquer país inserisse "backdoors" em seu equipamento, repetindo afirmações já feitas anteriormente.

Ele acrescentou que todas as partes - fabricantes de equipamentos, operadoras de rede e governos - precisavam trabalhar juntas para criar padrões confiáveis para gerenciar riscos de cibersegurança. A questão, de acordo com ele, não deve ser decidida por política.

"Nós precisamos ter um padrão unificado que seja verificável", disse o executivo.

Perguntado se o governo chinês tem participação na Huawei, Guo afirmou que a companhia era 100 por cento detida por seus funcionários antigos e atuais.

Sobre o risco de Trump emitir uma ordem executiva barrando a Huawei dos Estados Unidos, ele afirmou: "não é necessário e não deveria ser emitida". Ele alertou que uma medida dessa natureza prejudicaria o pequeno número de clientes da Huawei nos Estados Unidos.

"Se tal ordem executiva for emitida, qual é a motivação por trás?", questionou o executivo. "É só para o tomador da decisão sentir-se bem? Tal ordem executiva vai prejudicar os interesses de algumas empresas de telecomunicações pequenas e é injusto com elas".

"Espero que os EUA honrem seu espírito de decisão por lei", completou.

Os Estados Unidos, segundo Guo, não representam o mundo inteiro e, portanto, a Huawei poderia continuar tendo sucesso sem os EUA.

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