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Evangélicos estão divididos sobre guerra de Trump no Irã e medidas contra imigração, mostra pesquisa Reuters/Ipsos

12 jun 2026 - 09h32
(atualizado às 22h46)
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Cerca de metade dos cristãos evangélicos dos ‌EUA — um componente essencial da base política do presidente Donald Trump — acredita que a abordagem do governo em relação à guerra no Irã e à aplicação das leis de imigração não está de acordo com sua compreensão do cristianismo, segundo pesquisa Reuters/Ipsos.

Os evangélicos ajudaram a impulsionar a vitória eleitoral do republicano ⁠em 2024, e Trump e suas principais autoridades, incluindo o secretário de Defesa Pete ‌Hegseth, têm usado regularmente linguagem religiosa para descrever seus objetivos e políticas. Os republicanos contarão com eles nas eleições de meio de mandato de ‌novembro, quando defenderão maiorias estreitas no Senado e ‌na Câmara dos Deputados dos EUA.

Cerca de 54% dos evangélicos na ⁠pesquisa realizada entre 3 e 8 de junho afirmaram que o uso das Forças Armadas por Trump no Irã não estava de acordo com sua compreensão do cristianismo, enquanto 41% disseram que estava. Cerca de 51% dos evangélicos afirmaram que a abordagem do governo em relação à política de imigração não ‌estava de acordo com os valores cristãos, com 44% dizendo que estava.

No geral, o ‌índice de aprovação de ⁠Trump entre os ⁠evangélicos ficou em 52% na última pesquisa, abaixo dos 61% registrados em agosto, mas bem ⁠acima de seu índice de aprovação ‌de 35% entre todos os ‌adultos dos EUA.

O índice de aprovação do presidente caiu significativamente nos últimos meses, à medida que a impopular guerra no Irã elevou drasticamente os preços da gasolina.

Durante seu primeiro mandato, Trump ajudou a garantir um ⁠objetivo de longa data de muitos evangélicos norte-americanos ao instalar uma maioria conservadora de 6 a 3 na Suprema Corte, que então revogou uma decisão que havia estabelecido o direito ao aborto em todo o país.

Em seu segundo mandato, ele tem convidado regularmente líderes ‌religiosos para o Salão Oval e alterado políticas para permitir que funcionários federais promovam suas visões religiosas no trabalho.

Os evangélicos, em particular, tendem a votar ⁠nos republicanos em uma proporção de mais de dois para um, e Trump conquistou o voto dos evangélicos brancos por 81% a 16% em 2024, de acordo com uma análise de pesquisa de boca de urna realizada pelo Pew Research Center.

A porta-voz da Casa Branca Taylor Rogers disse que Trump cumpriu suas promessas para com as pessoas de fé ao defender os direitos religiosos e perdoar ativistas antiaborto condenados por crimes. "Nunca houve um presidente melhor para os cristãos norte-americanos do que o presidente Trump", declarou Taylor.

A pesquisa Reuters/Ipsos entrevistou 4.531 adultos norte-americanos em todo o país e seus resultados tiveram uma margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

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