União Europeia planeja retirada de seus cidadãos do Oriente Médio
A União Europeia (UE) começou a ajudar alguns Estados‑membros a retirar seus cidadãos bloqueados no Oriente Médio devido à guerra desencadeada pelos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, informou nesta terça‑feira à AFP a comissária responsável por situações de crise, Hadja Lahbib.
A Itália, a Eslováquia e a Áustria acionaram o Mecanismo de Proteção Civil da UE, que permite financiar parte dessas operações de repatriação, explicou Lahbib à AFP.
"Itália foi a primeira a ativar esse mecanismo", que prevê apoio financeiro europeu aos Estados‑membros que o solicitarem, afirmou.
As autoridades italianas consideram organizar voos para repatriar seus cidadãos a partir do Egito e da Jordânia, mas continuam "avaliando as melhores opções", acrescentou Lahbib.
A Eslováquia, por sua vez, pediu ajuda de Bruxelas para financiar dois voos entre Amã e Bratislava, previstos para quarta (4) e quinta‑feira (5).
A Comissão Europeia ainda não sabe quantas pessoas serão impactadas por essas operações.
A Áustria também acionou o mecanismo de proteção civil, mas, por enquanto, para ajudar menos de uma centena de pessoas, segundo Lahbib.
A UE financia 75% do custo do repatriamento, desde que pelo menos 30% dos passageiros tenham nacionalidade diferente da do país solicitante, uma regra criada para incentivar a solidariedade entre os Estados‑membros. Se a proporção cair abaixo de 30%, o financiamento é reduzido para 50% do custo.
A UE também mantém na região estoques de ajuda humanitária, especialmente na Jordânia e em Dubai, que podem ser rapidamente mobilizados caso a situação piore.
Segundo Lahbib, que esteve em contato nesta terça‑feira com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), não há "movimentos populacionais importantes" vindos do Irã, mas sim "deslocamentos internos".
A Comissão Europeia, no entanto, monitora a situação de perto, particularmente no Líbano.
Alguns voos comerciais voltaram a operar, ainda que em número reduzido, nesta terça‑feira, em certas áreas do Oriente Médio. Mas a situação permanece muito perturbada após o cancelamento de 19 mil conexões em quatro dias.
Vários países, incluindo França e Alemanha, já começaram ou estão se preparando para evacuar seus cidadãos, fretando voos especiais.
Com AFP