Veja como foi o anúncio da TV estatal do Irã que confirmou a morte do aiatolá Ali Khamenei
Governo decretou 40 dias de luto e sete de feriado nacional após ofensiva atribuída a EUA e Israel
A televisão estatal do Irã confirmou na noite deste sábado, 28, a morte do líder supremo Ali Khamenei. A emissora exibiu imagens de arquivo do aiatolá com uma faixa preta em sinal de luto enquanto uma apresentador, vestido de marrom e preto, lia um comunicado oficial.
"A grande nação do Irã lamenta pela nobre alma do líder", disse o âncora, que parecia emocionado.
O texto afirmava ainda que Khamenei morreu durante o mês sagrado do Ramadã e descrevia sua trajetória como a de uma autoridade religiosa "reverenciada".
Segundo a TV, o líder supremo "provou o néctar do martírio" e "ascendeu aos céus". "À Allah pertencemos e a Ele retornaremos", afirmou o apresentador.
No anúncio transmitido em rede nacional, a emissora não mencionou diretamente o ataque à residência do líder, atribuído a forças dos Estados Unidos e de Israel, ao confirmar a morte. A informação havia sido divulgada horas antes nas redes sociais pelo presidente americano, Donald Trump.
Durante a programação especial, a TV estatal repetiu trechos de discursos antigos de Khamenei e exibiu registros de cerimônias religiosas e encontros com autoridades.
O governo iraniano decretou 40 dias de luto oficial e sete dias de feriado nacional.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica afirmou em um comunicado na mídia estatal iraniana que a morte do líder supremo só tornaria o Irã mais determinado a continuar em seu caminho. O comunicado condenou as ações dos Estados Unidos e de Israel e prometeu punir sua agressão.
Os Guardiões da Revolução, o exército ideológico do Irã, prometeram no domingo, 1, a ofensiva "mais feroz da história" contra Israel e os Estados Unidos, após os ataques lançados desde a véspera que causaram a morte do líder supremo Ali Khamenei.
"A operação ofensiva mais feroz da história das forças armadas da República Islâmica do Irã começará a qualquer momento contra os territórios ocupados e as bases terroristas americanas", escreveram os Guardiões na plataforma de mensagens Telegram.