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Irã confirma morte de Ali Khamenei e decreta 40 dias de luto

Guarda Revolucionária prometeu vingança contra EUA e Israel

1 fev 2026 - 23h05
(atualizado em 1/3/2026 às 00h35)
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A imprensa estatal do Irã confirmou na madrugada deste domingo (1º) a morte do guia supremo Ali Khamenei, vítima dos bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra alvos políticos e militares no país.

Manifestante segura foto de Khamenei em protesto contra guerra em Los Angeles, nos EUA
Manifestante segura foto de Khamenei em protesto contra guerra em Los Angeles, nos EUA
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A TV pública iraniana, no entanto, não mencionou os ataques ao anunciar o falecimento do aiatolá de 86 anos, exatamente às 5h da manhã (horário local).

"Com o martírio do líder supremo, seu caminho e sua missão não serão perdidos nem esquecidos; pelo contrário, serão levados adiante com maior vigor e zelo", disse um dos apresentadores da emissora estatal.

O governo iraniano decretou 40 dias de luto e uma semana de feriados públicos por Khamenei, que era guia supremo desde 1989.

Já a Guarda Revolucionária, braço ideológico das Forças Armadas, prometeu "punição severa" para os "assassinos" do aiatolá. "A mão da vingança da nação iraniana por uma punição severa e decisiva para os assassinos do imã não os soltará", disse o grupo responsável por proteger o sistema teocrático instaurado pela Revolução Islâmica de 1979.

A confirmação da morte de Khamenei chega após um dia de intensos bombardeios americanos e israelenses, que atingiram mais de 500 alvos militares e políticos e deixaram mais de 200 mortos e centenas de feridos. Segundo a imprensa estatal iraniana, um míssil caiu em uma escola primária para meninas no sul do país e matou mais de 100 estudantes.

O presidente dos EUA, Donald Trump, celebrou a queda do guia supremo, "uma das pessoas mais malvadas da história", e instou o povo iraniano a aproveitar uma "oportunidade única" para derrubar o regime.

"Tenho esperança de que a Guarda Revolucionária e a Polícia vão se unir pacificamente com os patriotas iranianos para devolver ao país a grandeza que ele merece", escreveu Trump na plataforma Truth Social, prometendo que os ataques continuarão "pelo tempo que for necessário".

Enquanto isso, o mundo aguarda com expectativa pela escolha do substituto de Khamenei, que, segundo a imprensa internacional, deixou instruções claras para sua sucessão.

O processo deve ser guiado por Ali Larijani, secretário do Conselho de Segurança Nacional e uma das principais figuras do chamado conservadorismo pragmático no Irã.

O plano prevê que Larijani seja assessorado por outras duas figuras de peso: o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e o ex-presidente reformista Hassan Rohani. Juntos, eles formariam uma espécie de conselho de gestão emergencial dos assuntos de Estado até a escolha do novo líder supremo.

Enquanto isso, Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã e que almeja assumir o poder, disse que "o momento da libertação está próximo" e que já preparou um plano para "uma transição ordenada e transparente rumo à democracia".   

Ansa - Brasil
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