Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

‘Tenham medo do que eu sei’, diz ex-modelo brasileira ao ameaçar expor Trump sobre caso Epstein

Amanda Ungaro usou redes sociais para criticar lideranças norte-americanas e afirma ter convivido com a primeira-dama por décadas

12 abr 2026 - 07h57
(atualizado às 08h44)
Compartilhar
Documentos da investigação do caso Epstein apontam ligação entre ele e Trump; o presidente dos EUA nega qualquer envolvimento
Documentos da investigação do caso Epstein apontam ligação entre ele e Trump; o presidente dos EUA nega qualquer envolvimento
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O caso de Jeffrey Epstein segue assombrando Donald Trump. Após Melania Trump fazer um pronunciamento negando qualquer envolvimento com o criminoso sexual, uma conta atribuída à ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, de 41 anos, que foi casada com um amigo da família Trump, fez uma série de publicações na internet ameaçando expor o casal, arruinar a vida da primeira-dama dos Estados Unidos e tomar “medidas legais” contra ela e seu “marido pedófilo”, o italiano Paolo Zampolli.

"Eu vou derrubar seu sistema corrupto, mesmo que seja a última coisa que eu faça na minha vida. Vou até o fim — eu não tenho medo. Talvez você devesse ter medo do que eu sei… de quem você é e de quem seu marido é. Não tenho mais nada a perder na minha vida. Vou derrubar todo o sistema — tenha cuidado comigo", escreveu a brasileira em respostas diretas à conta de Melania na sexta-feira, 11.

"Eu te conheço há 20 anos. Você sabia que eu estava detida no ICE. Você esteve presente na minha vida — todos os anos no aniversário do meu filho, inclusive enviando o Serviço Secreto e sendo a primeira a parabenizá-lo, lá em 2016", complementou a ex-modelo.

Paolo Zampolli e Amanda Ungaro estiveram juntos por 19 anos
Paolo Zampolli e Amanda Ungaro estiveram juntos por 19 anos
Foto: Reprodição/amanda.ungaro/flickr

Todas as publicações foram apagadas do perfil na sequência. A reportagem tentou contato com Amanda, mas não teve sucesso. O espaço segue aberto.

Donald Trump e sua esposa negam envolvimento com Epstein. Para o republicano, tudo se trata de uma grande conspiração em que tentam vinculá-lo aos crimes do escândalo e que é "hora de virar a página". O político aparece em uma série de imagens ao lado do traficante sexual, assim como outras personalidades do alto escalão político norte-americano. 

Em entrevista ao jornal O Globo, Amanda conta ter conhecido Jeffrey Epstein e revela que, com ele, viajou para os Estados Unidos junto de cerca de 30 meninas jovens, com a maioria entre 14 e 16 anos. Ela chegou ao país em 2002, com 17 anos, e retornou ao Brasil ano passado, deportada dos EUA. As primeiras acusações contra Epstein aconteceram em 2005.

'Nunca tive relacionamento com Epstein e ele não me apresentou a Trump', diz Melania:

Epstein, casamento e relação com Trump

Amanda Ungaro viveu 19 anos com o italiano Paolo Zampolli, um dos aliados do presidente norte-americano Donald Trump. Ela relata que durante esse tempo de relacionamento, sofreu violência doméstica e abuso sexual por parte do ex-companheiro. 

O relacionamento com Zampolli começou meses depois dela ter embarcado no avião de Epstein aos 17 anos de idade e acabou em 2021, com alguns traumas e a disputa pela guarda do filho do casal, um adolescente de 15 anos. 

A brasileira conta que o abuso sexual ocorreu na mansão que o casal dividia em Gramercy Park, Nova York. No dia seguinte a uma festa, o ex-companheiro comentou casualmente que teve relações com ela, enquanto ela estava dormindo. Ele disse que Amanda não se lembraria, que havia desmaiado, e riu quando ela lhe disse que isso era estupro. 

Em outra ocasião, ela afirma que foi agredida depois de se recusar a fazer sexo com o italiano. Ela se arrumava para ir trabalhar, por volta das 7h, quando tudo aconteceu. "Estava me arrumando quando ele veio para cima de mim e me deixou toda marcada. Foi assim que procurei um advogado e começou o processo na Suprema Corte, em 2018, para eu poder me separar”, relata. Ainda conforme Amanda, as violências seguiram depois que o filho nasceu. 

A dinâmica do casal também foi afetada quando Trump foi eleito pela primeira vez, em 2016. Ela conta que parecia que o ex-marido era quem tinha sido eleito. “Aquilo mexeu muito com a cabeça dele. Ele se transformou completamente, e isso acabou piorando ainda mais o nosso relacionamento que já estava em crise”, reforça. 

O casal passou a ser convidado para todos os eventos de Donald e Melania Trump, como as festas de Ano Novo realizadas em Mar-a-Lago, clube de Trump na Flórida. Zampolli era mais próximo da primeira-dama do que do presidente norte-americano. “Eles sempre trocavam mensagens. Era ela quem nos convidava para os eventos e quem mandava presentes para o meu filho. No aniversário do Giovanni, a primeira ligação era sempre dela”, afirma. 

Com o episódio de violência doméstica, a ex-modelo decidiu terminar o casamento, o que chamou a atenção da imprensa americana em 2018. Isso porque o tabloide Page Six noticiou que o italiano defendia que, apesar do relacionamento ter quase duas décadas, os dois não eram casados legalmente, portanto, ela não poderia exigir pensão alimentícia. 

O empresário disse ainda que acionou autoridades do governo dos EUA por temer que Amanda levasse o filho para o Brasil. A separação do casal não durou muito, e o italiano declarou na época que Trump foi o responsável pela mediação. 

Alguns anos depois, eles se separaram oficialmente, quando surgiram boatos de um caso extraconjugal de Zampolli. Desde então, ela disputa judicialmente a guarda do filho do casal. Em outubro de 2025, ela retornou ao Brasil depois de ser deportada. A ex-modelo aponta que o ex-companheiro usou sua influência no governo para provocar sua prisão e deportação.

*Com informações do Estadão Conteúdo

Fonte: Portal Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra