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Petróleo pode ultrapassar US$ 100 com tensão EUA-Irã e pressionar inflação global

Reação da Opep+ ao conflito será determinante para o patamar dos preços da commodity

1 mar 2026 - 05h41
(atualizado às 07h25)
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Densas colunas de fumaça se elevam sobre as áreas residenciais da capital iraniana após ataques aéreos em meio aos contínuos ataques dos EUA e de Israel, enquanto múltiplas explosões são ouvidas por toda a cidade de Teerã, Irã, em 1º de março de 2026.
Densas colunas de fumaça se elevam sobre as áreas residenciais da capital iraniana após ataques aéreos em meio aos contínuos ataques dos EUA e de Israel, enquanto múltiplas explosões são ouvidas por toda a cidade de Teerã, Irã, em 1º de março de 2026.
Foto: Fatemeh Bahrami/Anadolu via Getty Images

Os preços do petróleo podem subir para uma faixa de US$ 80 a US$ 100 por barril em meio aos desdobramentos das tensões entre os Estados Unidos e o Irã. Após os ataques deste sábado, 28, o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano, foi morto, enquanto o Estreito de Ormuz, por onde escoa mais de 20% do petróleo do mundo, foi fechado, informou a agência de notícias iraniana Tasnim, ligada ao governo do país.

O Brent fechou a semana na sexta, 27, perto da máxima em sete meses, a cerca de US$ 73 por barril. O avanço reflete o maior prêmio de risco político embutido nos preços, diante do reforço militar dos EUA no Oriente Médio. Analistas de Wall Street projetam o petróleo a US$ 80, mas alertam para cotações ainda mais altas caso a tensão entre EUA e Irã aumente e o conflito se prolongue.

O Barclays avalia ser "muito possível" que o preço do petróleo suba a US$ 100 o barril - ou mais - caso ocorram grandes interrupções por conta do fechamento do Estreito de Ormuz ou impactos a campos petrolíferos sauditas. "Seria difícil substituir grande parte desse fornecimento por semanas e talvez meses, mesmo considerando os oleodutos na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos", diz o analista do banco britânico, Ajay Rajadhyaksha, em nota a clientes, neste sábado.

Nigel Green, fundador e CEO do deVere Group, diz que uma interrupção sustentada de até 1 milhão de barris por dia representaria cerca de 1% do fornecimento global. "Seria suficiente para alterar os balanços em um mercado já precificado para crescimento moderado na demanda", avalia.

Analistas afirmam que a reação da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) ao conflito será determinante para o patamar dos preços da commodity. O grupo, que se reúne neste domingo, dia 1º, pode decidir por um aumento de produção maior do que o planejado, de 411.000 barris por dia, segundo a 'Reuters'.

"Os riscos para o fornecimento global de petróleo tornam ainda mais provável que a Opep+ opte por aumentar as cotas de produção na reunião deste fim de semana - e talvez em mais do que os 137.000 barris por dia que estão sendo especulados", diz o economista-chefe para Mercados Emergentes da Capital Economics, William Jackson.

Trump: bombardeios pesados continuarão 'sem interrupção'

Donald Trump, presidente dos EUA, afirmou, em entrevista à 'Axios', que pode prolongar e assumir completamente a ofensiva contra o Irã ou encerrar o conflito em dois ou três dias. "Os bombardeios pesados e de precisão, no entanto, continuarão, sem interrupção, ao longo da semana ou pelo tempo que for necessário para atingir o nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, NA VERDADE, NO MUNDO!", escreveu ele, em sua rede social, na noite deste sábado.

O Barclays espera que o conflito entre os EUA e o Irã sirva de impulso ao dólar ao menos no curto prazo. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas fortes, acumula queda de mais de 8% em um ano. O iene japonês também pode ser beneficiado, enquanto moedas de mercados emergentes podem sofrer com o aumento da volatilidade, segundo analistas.

Quanto às ações, o Barclays diz que somente uma queda do S&P 500 acima dos 10% é um momento oportuno para os investidores irem às compras. Nas últimas semanas, fundos globais têm aportado recursos para além de Wall Street em meio às incertezas das políticas de Washington e preocupações com a IA. Até o fechamento de sexta-feira, dia 27, a participação dos EUA no valor de mercado de ações global caiu para seu nível mais baixo desde janeiro de 2024, diz o estrategista sênior de Investimentos da Charles Schwab, Kevin Gordon.

‘Entreguem suas armas ou enfrentarão morte certa’, diz Trump sobre ataques ao Irã:
Estadão
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