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Suspeito de caso Madeleine se nega a colaborar com a polícia

Para procurador, Bruckner matou a menina pouco após o sequestro

11 jun 2020
09h50
atualizado às 10h58
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Procurador acredita que Maddie morreu ainda em 2007
Procurador acredita que Maddie morreu ainda em 2007
Foto: ANSA / Ansa

O suspeito de ter sequestrado Madeleine McCain, Christian Bruckner, não está colaborando com os investigadores alemães, informou um de seus advogados em uma entrevista para a emissora N-TV.

"Christian, no momento, não está fornecendo nenhuma informação no mérito dessa questão", ressaltou Friedrich Fulscher. Bruckner está preso na Alemanha por outros crimes, como abuso sexual de menores, tráfico de drogas e estupro.

Ele tornou-se o principal suspeito do caso do desaparecimento de Maddie na Praia da Luz, em Portugal, em 2007, quando ela tinha apenas três anos. Desde então, o sumiço da menina tornou-se um dos maiores mistérios para os investigadores europeus.

Bruckner viveu em Portugal durante o período do crime e foi acusado de cometer diversos delitos, como roubo em hotéis. Ele também é suspeito em outros dois desaparecimentos sem solução - um em Portugal em 1996 e um na Alemanha em 2015.

Nesta quinta-feira (11), o procurador alemão Hans Christian Wolters, que lidera a equipe de investigação, voltou a reafirmar que Madeleine está morta e que isso ocorreu "com relativa rapidez".

"Minha opinião é que ele matou a garota com relativa rapidez, possivelmente, abusou e depois matou. Acreditamos que o suposto acusado teria cometido mais crimes, especialmente sexuais, em Portugal, mas também em outros lugares, como a Alemanha", disse Wolters à imprensa alemã.

Segundo uma conversa de Bruckner com outro pedófilo, ele teria confessado que "sequestrou, estuprou e matou" a menina rapidamente. Durante o diálogo com o outro criminoso, o alemão teria dito que não tem medo de ser descoberto porque "as evidências estão destruídas" e que ele sentiu a vontade de "pegar algo pequeno e usá-lo por dias".

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