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Putin dá fim em especulações sobre rivalidade com Medvedev

13 abr 2011 - 16h47
(atualizado às 17h11)
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O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, deu um basta nas especulações sobre sua rivalidade com o presidente Dmitri Medvedev em relação à eleição presidencial de 2012, destacando com autoridade que uma candidatura seria decidida em conjunto, na hora e no tempo certo. "Nem Dmitri (Medvedev), nem eu, excluímos que algum de nós seja candidato à eleição. Levaremos em conta a realidade da situação com a aproximação do pleito", declarou Putin à televisão pública.

Boatos que circulam na Rússia é de uma disputa interna entre o presidente Dmitry Medvedev e o premiê Vladimir Putin
Boatos que circulam na Rússia é de uma disputa interna entre o presidente Dmitry Medvedev e o premiê Vladimir Putin
Foto: AP

A declaração jogou um balde de água fria nas expectativas daqueles que viram uma abertura política no anúncio feito por Medvedev, no dia anterior, durante uma entrevista a um canal chinês, de que ele em breve tomaria uma decisão sobre 2012 e que o "tempo de mudanças" havia chegado. "A decisão deve certamente ser tomada um dia. Mas a eleição é somente daqui a um ano, e essa agitação não favorece a continuação normal do trabalho", acrescentou Putin.

"Cada um tem que estar em seu lugar e arar seu pedaço de terra como São Francisco. Nós temos 143 milhões de habitantes e não se pode haver qualquer erro na administração do país", disse ainda. Medvedev chegou em 2008 ao posto de presidente com a ajuda de seu antecessor (2000-2008) Vladimir Putin, a quem deve toda sua carreira política. A Constituição russa não permite mais do que dois mandatos consecutivos.

Putin, que é desde então primeiro-ministro e foi sempre considerado por muitos observadores o verdadeiro líder do país, pode escolher voltar ao Kremlin em 2012 após essa interrupção. Os dois homens já informaram no passado que chegariam a um acordo na hora e no tempo corretos, de acordo com o interesse do país, com a proximidade da presidencial de 2012.

Mas recentes divergências, sobre o caso Khodorkovski - ex-milionário preso desde 2003 -, e depois sobre a Líbia, no qual Putin parecia contradizer a posição do Kremlin ao denunciar uma nova "cruzada ocidental", relançaram as especulações sobre uma rivalidade.

Os observadores destacaram, no entanto, que Khodorkovski não havia saído da prisão, apesar do apego de Dmitri Medvedev ao Estado de Direito, e consideraram que as declarações de Putin sobre a Líbia poderiam ter como objetivo demonstrar ao eleitorado russo a posição de neutralidade de Moscou na ONU. O líder do partido de oposição Iabloko, Serguei Mitrokhin, julgou nesta quarta-feira que a rivalidade surgida por causa de 2012 era uma encenação destinada a "criar a ilusão de uma concorrência".

"Claro que é uma encenação arranjada desde o início. Ou eles já decidiram tudo ou já sabem que vão chegar a um acordo", disse. Uma pesquisa do instituto de sondagens independente Levada, publicada nesta quarta-feira, mostrou ainda que mais de dois terços dos russos não acreditam em uma real rivalidade.

Segundo a pesquisa realizada em março, 71% dos russos estimam que "Medvedev e Putin vão agir em conjunto nos próximos dois ou três anos". Apenas 17% pensam o contrário, que conflitos vão aparecer. Ainda de acordo com o Instituto Levada, 80% dos russos estimam que Putin não perdeu sua influência sobre a vida política do país.

Para esse instituto independente, apenas um quarto das pessoas entrevistadas (27%) estima que os cidadãos russos vão escolher realmente seu presidente em 2012 e quase 60% deles têm consciência de que a escolha será imposta pelo poder.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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