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Protestos e pompa marcam visita de Trump a Charles III em Windsor, com projeção de Epstein no castelo

A visita de Estado do presidente norte-americano Donald Trump ao rei Charles III, realizada nesta quarta-feira (17), foi recebida com pompa dentro dos muros do castelo de Windsor — e com protestos do lado de fora. Na véspera do encontro, ativistas projetaram imagens de Trump ao lado de Jeffrey Epstein na fachada do castelo, em um ato silencioso e contundente que expôs o desconforto em torno da presença do líder norte-americano no Reino Unido.

17 set 2025 - 13h19
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A visita de Estado do presidente norte-americano Donald Trump ao rei Charles III, realizada nesta quarta-feira (17), foi recebida com pompa dentro dos muros do castelo de Windsor — e com protestos do lado de fora. Na véspera do encontro, ativistas projetaram imagens de Trump ao lado de Jeffrey Epstein na fachada do castelo, em um ato silencioso e contundente que expôs o desconforto em torno da presença do líder norte-americano no Reino Unido. 

Da esquerda para a direita: o presidente norte-americano Donald Trump, o rei Charles III, a rainha Camilla e a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump observam peças apresentadas durante visita à exposição da Coleção Real, na Sala Verde do Castelo de Windsor, na Inglaterra, em 17 de setembro de 2025.
Da esquerda para a direita: o presidente norte-americano Donald Trump, o rei Charles III, a rainha Camilla e a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump observam peças apresentadas durante visita à exposição da Coleção Real, na Sala Verde do Castelo de Windsor, na Inglaterra, em 17 de setembro de 2025.
Foto: AP - Aaron Chown / RFI

Quatro integrantes do grupo britânico Led By Donkeys foram presos, acusados de "comunicação maliciosa" pela polícia local. Além disso, um ativista do grupo de protesto Everyone Hates Elon colou um cartaz com as imagens do presidente norte-americano Donald Trump e de Jeffrey Epstein no gramado do castelo, pouco antes da visita de Estado de Trump ao Reino Unido, em Windsor.

Enquanto tiros de canhão e desfile militar marcavam o início da visita nesta quarta-feira (17), manifestantes em Londres e Windsor denunciavam o histórico de Trump em temas como racismo, misoginia e relações internacionais.

Cartazes exibidos pelos manifestantes traziam frases como "Migrantes são bem-vindos, Trump não", "Não ao racismo, não a Trump" e "Bombardear crianças em Gaza e festejar no Reino Unido" se espalharam pelas ruas, em contraste com o cerimonial fechado e blindado que impediu qualquer contato entre o público e o cortejo real.

O protesto foi convocado pela coalizão "Stop Trump" e contou com a presença de mais de 1.600 agentes de segurança, segundo a polícia de Londres.

Cerimônia blindada e frustração popular

Trump e a primeira-dama Melania chegaram de helicóptero diretamente dentro do domínio real, evitando as ruas da cidade. O casal foi recebido pelo príncipe William e sua esposa Catherine, antes de se encontrar com Charles III e a rainha Camilla. Em seguida, o presidente norte-americano percorreu o castelo em uma carruagem dourada puxada por seis cavalos, acompanhado pelo monarca britânico.

A cerimônia incluiu desfile militar, tiros de canhão e apresentação da guarda de honra — com a participação inédita de três regimentos e cerca de 1.300 militares. A rua principal de Windsor foi decorada com bandeiras britânicas e norte-americanas, mas o evento permaneceu restrito ao interior do castelo, longe dos olhos do público.

Diversos moradores e turistas se deslocaram até Windsor na esperança de acompanhar o cortejo, mas foram surpreendidos pela ausência de qualquer programação pública. "É triste que o público não possa ver o presidente", lamentou Charlene Bryan, que veio de Londres sem saber que a população não veria a chegada de Trump.

Voluntários que auxiliam turistas relataram ter recebido informações sobre o formato fechado da cerimônia apenas na véspera. "Nem nós sabíamos. Fomos avisados ontem", disse um deles, sem se identificar.

Vozes de repúdio e tensão nas ruas

Embora não tenha havido manifestações organizadas em Windsor no dia da cerimônia, algumas vozes se ergueram contra a visita. Lynn Iliffe, aposentada, exibiu um cartaz com as iniciais de Trump transformadas em insultos: "Tyrant, Racist, Untruthful, Misogynist, Putinite". "Detesto tudo o que ele representa. Precisava mostrar meu repúdio", afirmou.

Helen, outra manifestante, foi direta: "Trump é um líder repulsivo. Não queremos ele aqui." Sua placa dizia: "Vergonha para o governo por convidar o ditador Trump".

Em Londres, a coalizão "Stop Trump" convocou protestos com faixas contra o racismo e a presença do presidente norte-americano. A segurança foi reforçada em todas as cidades envolvidas na visita do presidente norte-americano.  

Diplomacia, negócios e controvérsias

Após o almoço privado com a família real, Trump e Melania depositaram flores no tumulo da rainha Elizabeth II, na capela de St George. À noite, participam de um banquete real com cerca de 150 convidados.

Como gesto simbólico, Charles III presenteou Trump com a bandeira que tremulava sobre o Palácio de Buckingham no dia da posse presidencial. Em troca, o casal norte-americano ofereceu uma réplica da espada do presidente Eisenhower, em referência à aliança histórica entre os dois países durante a Segunda Guerra Mundial.

O segundo dia da visita, com foco político, será realizado na residência de campo do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, em Chequers. A expectativa é que a coletiva de imprensa após o encontro entre os dois líderes levante questões delicadas, incluindo possíveis vínculos com o caso de Jeffrey Epstein - americano morto em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores. 

O governo britânico, enfraquecido por crises econômicas e políticas, tenta capitalizar a visita com anúncios estratégicos. Já foram confirmados investimentos de US$ 30 bilhões da Microsoft e outros US$ 30 bilhões da farmacêutica GSK nos Estados Unidos, voltados à pesquisa e desenvolvimento.

Segundo o Financial Times, Starmer abriu mão de negociar a isenção das tarifas de 25% sobre o aço britânico — promessa feita em maio, mas não concretizada.

(Com AFP)

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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