Script = https://s1.trrsf.com/update-1781903735/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

As Principais Notícias da Europa

Publicidade

Protesto contra reunião do G7 reúne milhares em Genebra sob forte esquema de segurança

Milhares de pessoas se manifestaram neste domingo (14) em Genebra, convocadas pela coalizão "No-G7", sob forte vigilância das forças de segurança. O protesto ocorre na véspera da abertura da reunião do G7 em Evian, na França.

14 jun 2026 - 13h46
Compartilhar
Exibir comentários

O cortejo, formado por milhares de pessoas sob forte calor, reuniu manifestantes com diferentes bandeiras: anticapitalistas, pró-Palestina, feministas, pró-clima e pró-curdos. A marcha começou pouco depois das 15h30 (11h30 pelo horário de Brasília), às margens do lago Léman. Uma hora depois, os manifestantes já eram cerca de 15.000, segundo jornalistas da AFP. Ao final do cortejo, um carro exibia uma caricatura gigante do presidente norte-americano Donald Trump

A coalizão "No-G7", que reúne cerca de 200 associações, organizações e sindicatos, convocou o protesto como uma "resposta internacionalista" às políticas promovidas pelo grupo das grandes potências mundias e para denunciar "o fascismo e o imperialismo".

"Estou aqui porque não estou satisfeito com o fato de esse grupo de chefes de Estado se reunir para tomar decisões que dizem respeito a todos nós", declarou à AFP Michel, aposentado suíço de 69 anos, exibindo uma bandeira palestina.

"É preciso manifestar-se, estar aqui com as pessoas, mostrar que estamos presentes para fazer nossa voz ser ouvida (...) É preciso dizer a todas as pessoas que estão ali, do outro lado, que elas precisam mudar. Se continuarmos assim, caminhamos para a catástrofe", afirma, por sua vez, Lisa, estudante de 25 anos, apontando para a margem sul do lago Léman, onde fica Evian.

Grupos se reuniram nas ruas de Genebra em 14 de junho de 2026 para denunciar "o fascismo e o imperialismo" na véspera da abertura da reunião de cúpula do G7, realizada em Evian, na vizinha França.
Grupos se reuniram nas ruas de Genebra em 14 de junho de 2026 para denunciar "o fascismo e o imperialismo" na véspera da abertura da reunião de cúpula do G7, realizada em Evian, na vizinha França.
Foto: RFI

Organizada de segunda-feira (15) a quarta-feira (17), a cúpula do G7 reúne os líderes dos Estados Unidos, do Reino Unido, do Canadá, da Alemanha, da Itália, do Japão e da França, país anfitrião neste ano, além da União Europeia. Chefes de Estado e de governo do Brasil, da Coreia do Sul, da Índia e do Quênia também foram convidados.

A maioria dos líderes internacionais chegará nesta segunda-feira pelo aeroporto de Genebra, antes de ser transferida para Evian, que fica a cerca de uma hora de carro da cidade suíça, na margem sul do lago Léman.

Temor de distúrbios como em 2003

As autoridades suíças, que autorizaram a manifestação, mobilizaram um amplo dispositivo de segurança, com inúmeras barreiras, para conter eventuais excessos e evitar a repetição do cenário de 2003. Na ocasião, à margem de uma cúpula do G8 também realizada na cidade termal francesa, grupos violentos provocaram tumultos, saques e confrontos com as forças de ordem em Genebra e Lausanne, causando prejuízos de milhões de francos.

Como sinal de um trauma ainda presente na cidade, muitos comerciantes fecharam suas portas nesta semana, com placas de madeira instaladas em diversas vitrines, inclusive em bairros afastados do trajeto da manifestação. Diversos eventos e competições esportivas também foram cancelados. Os Hospitais Universitários de Genebra (HUG) adotaram medidas excepcionais para lidar com um eventual aumento de feridos, incluindo a instalação de tendas na entrada do complexo.

Um carro foi incendiado durante o protesto nas ruas de Genebra em 14 de junho de 2026 realizado contra a reunião de cúpula do G7, que começa no dia seguinte em Evian.
Um carro foi incendiado durante o protesto nas ruas de Genebra em 14 de junho de 2026 realizado contra a reunião de cúpula do G7, que começa no dia seguinte em Evian.
Foto: RFI

A polícia de Genebra informou, em comunicado divulgado neste domingo, que apreendeu, nas proximidades do percurso do protesto, objetos potencialmente perigosos, como artefatos pirotécnicos, bolas de metal, cassetetes e machados. Jornalistas da AFP também viram um carro da marca Tesla em chamas nas proximidades do cortejo, enquanto bombeiros tentavam conter o incêndio. Manifestantes chegaram a lançar pedras e garrafas contra as forças de segurança.

A Suíça mobiliza até 4.000 militares em apoio às forças policiais, enquanto a França anunciou o deslocamento de cerca de 16.000 agentes, entre policiais, gendarmes, militares, bombeiros e guardas de fronteira, nos arredores da cidade termal. Entre as medidas adotadas pelo lado suíço estão o reforço no controle das fronteiras e o fechamento de 25 das 35 passagens rodoviárias entre os dois países.

(Com agências)

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra