Preso na França um dos chefes da máfia italiana Cosa Nostra
A polícia deteve sexta-feira Giuseppe Falsone, em Marselha, considerado um dos chefes da máfia siciliana Cosa Nostra e cujo nome fazia parte da lista dos 30 foragidos mais perigosos da Itália. A notícia da detenção foi confirmada pelo chefe do corpo policial de Agrigento, segundo a imprensa italiana.
As mesmas fontes informaram que o detido, que se encontra em uma delegacia de Marselha, nega ser Falsone e que suas impressões digitais foram tiradas para verificar sua identidade. Segundo fontes ligadas à investigação citadas pela imprensa, Falsone passou por várias cirurgias plásticas para modificar seu rosto.
Uma ordem de busca e captura foi emitida contra ele em 1999, por acusações de associação mafiosa, homicídio e tráfico internacional de drogas. Os investigadores consideram que se trata de uma figura muito próxima a Bernardo Provenzano, que substituiu Salvatore "Totó" Riina à frente da Cosa Nostra, mas que foi detido em 2006.
Provenzano comandou a Cosa Nostra na década de 80 junto a Riina, depois de uma sangrenta guerra de famílias. O controle da máfia foi assumido totalmente por ele depois da detenção de Riina, em 1993, e mantido durante mais de uma década.
Depois da divulgação da notícia da detenção, o ministro de Justiça italiano, Angelino Alfano, declarou que "hoje é um dia feliz para a Itália, para a Sicília e para província de Agrigento. Foi detido um dos chefes mais impiedosos de nossa terra". Já o ministro do Interior italiano, Roberto Maroni, agradeceu pelo trabalho da polícia e disse que, com a detenção de Falsone, foi "aplicado outro golpe excepcional contra o crime organizado", graças à detenção do 25º foragido entre os 30 criminosos mais procurados da Itália.