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Papa: diálogo entre cristãos e muçulmanos "exige paciência"

Francisco ainda destacou que o antídoto para a violência é aceitar as diferenças

24 jan 2015 15h32
| atualizado às 15h40
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O Papa Francisco fez um discurso neste sábado na celebração pelos 50 anos do Pontifício Instituto de Estudos Árabes e Islâmicos (Pisai) e afirmou que, para combater a violência, é preciso aceitar as diferenças. Em seguida, ainda destacou que o diálogo entre cristãos e muçulmanos "exige paciência e humildade" para não causar uma "aproximação improvisada" e "contraproducente".

Papa Francisco conversa com jornalistas durante voo que o levou de Manila a Roma. 19/01/2015
Papa Francisco conversa com jornalistas durante voo que o levou de Manila a Roma. 19/01/2015
Foto: Stefano Rellandini / Reuters

"O antídoto mais eficaz contra cada forma de violência é a educação para a descoberta e a aceitação da diferença como riqueza e fecundidade", falou Jorge Bergoglio.

O líder da Igreja Católica ressaltou também a importância do Pisai. Segundo ele, o cinquentenário da entidade demonstra a necessidade de um instituto que foque na pesquisa e na formação de "operadores de diálogo" com os muçulmanos no mundo.

"No princípio do diálogo há o encontro. Você se aproxima melhor do outro se ficar na ponta dos pés sem levantar uma poeira que ofusca a visão. Nos últimos anos, sem contar algumas incompreensões e dificuldades, foram dados passos à frente no diálogo inter-religioso também com fiéis do Islã. Por isso, é fundamental o exercício de ouvir", disse. 

Fonte: ANSA Brasil
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