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Alemanha "tem certeza" que EI quer realizar ataques no país

18 nov 2015
11h11
atualizado às 11h38
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Os serviços de inteligência do Ministério do Interior da Alemanha classificaram nesta quarta-feira (18) como séria a ameaça à segurança do país e alertaram que, se o Estado Islâmico puder, realizará atentados em território alemão.

Inteligência alemã ordenou o cancelamento do amistoso entre Alemanha e Holanda, que teria sido realizado nesta terça-feira (17) em Hannover
Inteligência alemã ordenou o cancelamento do amistoso entre Alemanha e Holanda, que teria sido realizado nesta terça-feira (17) em Hannover
Foto: EFE

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"Se o EI puder nos atacar, se tiver como realizar atentados terroristas na Alemanha, ele o fará. Essa é a nossa grande preocupação", declarou o presidente do Escritório Federal para a Proteção da Constituição, Hans-Georg Maassem, no programa matinal da emissora pública "ARD".

Maassem ressaltou que o EI vê Alemanha como "um inimigo", assim como todos os demais países do Ocidente.

Sobre o cancelamento do amistoso que seria disputado nesta terça-feira (17) em Hannover entre Alemanha e Holanda, Maassem assinalou que existiam "indícios concretos" de ameaça, o que levou à recomendação por parte dos serviços secretos de suspender o duelo, uma decisão que, mesmo assim, não foi fácil de ser tomada.

A recomendação para que as autoridades procedessem dessa forma foi dada após determinarem que os indícios deveriam ser "levados muito a sério".

"Nos últimos dias, recebemos evidentemente uma série de indícios. Nós, como órgão de segurança, devemos nos encarregar de estudar cada um deles", disse Maassem, ao explicar que a credibilidade da ameaça, no caso, era muito elevada.

Por outro lado, Maassem negou a possibilidade de cancelar todos os grandes eventos na Alemanha por motivos de segurança.

"Isso eu não recomendaria em nenhum caso. Temos que ter claro também o seguinte: outros países têm, há muitos anos, problemas de ameaça terrorista", disse o presidente dos serviços secretos do Ministério do Interior, fazendo referência a países como Israel, Reino Unido, Espanha e Estados Unidos.

"Devemos observar como esses países enfrentam o problema do terrorismo e também como eles o superaram", completou.

EFE   

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