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Homem admite ter provocado incêndio na Catedral de Nantes

Autor do crime é um refugiado ruandês de 39 anos

26 jul 2020
09h41
atualizado às 09h54
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Um homem que trabalhava como voluntário na Diocese de Nantes, na França, admitiu que é o responsável pelo incêndio que atingiu a Catedral de São Pedro e São Paulo, ocorrido no dia 18 de julho.

Trata-se de um refugiado ruandês de 39 anos e que estava tendo dificuldades para renovar sua permissão de estadia na França.

Catedral de Nantes em chamas
Catedral de Nantes em chamas
Foto: Ludovic Stang / Reuters

"Ele admitiu ter ativado três focos de incêndio na catedral: perto do grande órgão, do pequeno órgão e de um medidor de eletricidade", disse o procurador Pierre Sennès ao jornal Presse-Océan neste domingo (26). 

"Obviamente, foi um alívio para ele mostrar seu arrependimento. Como crente, é importante para ele mostrar esse esforço", declarou o advogado de defesa do ruandês, Quentin Chabert, em coletiva de imprensa.

De acordo com o reitor da catedral, Hubert Champenois, o voluntário ajudava nas missas e frequentemente era encarregado da limpeza e do fechamento da igreja, um templo gótico que demorou quatro séculos para ser concluído, entre 1434 e 1891.

O ruandês chegou a ser interrogado no dia seguinte ao incêndio, mas acabou liberado. No entanto, ele foi preso no último sábado (25), após o inquérito ter concluído que o incêndio foi doloso. O voluntário agora arrisca pegar 10 anos de prisão e multa de 150 mil euros.

O incidente ocorreu cerca de 15 meses depois do incêndio que destruiu parcialmente a Catedral de Notre-Dame, em Paris. Desta vez, no entanto, os bombeiros conseguiram conter as chamas rapidamente e salvar a estrutura principal da Catedral de Nantes.

Apenas o órgão, que datava de 1621 e sobrevivera à Revolução Francesa e à Segunda Guerra Mundial, acabou destruído, assim como alguns artefatos e pinturas.

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