Famílias de vítimas da Germanwings pedem indenização maior
Advogado de familiares dos passageiros mortos no acidente aéreo critica oferta de 25 mil euros oferecida pela Lufthansa
O advogado alemão Elmar Giemulla, que representa mais de 30 famílias de passageiros mortos na queda da aeronave da Germanwings, afirmou nesse sábado (18) que a oferta feita pela Lufthansa "terá que ser aumentada de forma significativa".
A Lufthansa e sua subsidiária Germanwings prometeram 25 mil euros para os herdeiros legais de 72 cidadãos alemães que morreram no acidente ocorrido em 24 de março. A companhia aérea alemã ofereceu também 10 mil euros para cada familiar próximo das vítimas (pais, filhos e companheiros).
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"A indignação é considerável. Estamos agora à espera de uma nova oferta", afirmou Giemulla. "Você não vai se surpreender ao saber que meus clientes me pediram para rejeitar a oferta por ela ser inadequada." Ele afirmou, ainda, que os valores são "muito baixos" para a dor e sofrimento dos familiares.
Giemulla escreveu uma carta para a companhia e pediu um "valor de seis dígitos" para seus clientes e uma definição mais ampla sobre "parentes próximos", que incluiria também netos, avós e irmãos. De acordo com ele, uma nova proposta "tornaria possível o início de uma negociação séria". A Lufthansa não comentou as críticas do advogado.
Os promotores do caso acreditam que o acidente com o Airbus A320 da Germanwings, que fazia o voo 4U-9525 entre Barcelona e Düsseldorf, foi causado pelo copiloto Andreas Lubitz.
Ele teria supostamente bloqueado a entrada do comandante na cabine e teria, de forma intencional, colocado o avião em rota contra uma montanha nos Alpes franceses. Além dele, 149 passageiros e tripulantes morreram.