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Exames de DNA confirmam identidade de Nicolae Ceausescu

3 nov 2010 - 06h26
(atualizado às 11h54)
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Mais de 20 anos depois da execução de Nicolae Ceausescu, os exames de DNA confirmaram que o cadáver exumado em junho em um cemitério de Bucareste é de fato do ditador romeno, informou nesta quarta-feira o diretor do Instituto Médico Legal da Romênia, Dan Dermengiu.

Mas o filho e o genro questionam esses resultados. "Comparamos o DNA de Nicolae Ceuasescu com mostras pertencentes a seu irmão e a Valentin (filho de Ceausescu)", declarou Dermengiu.

"Se tivéssemos mostras de DNA de Nicolae Ceausescu de quando estava vivo, teríamos certeza absoluta, mas é seguro que as análises de DNA feitas com seu irmão e seu único filho indicam que o corpo exumado no cemitério de Ghencea é efetivamente o de Nicolae Ceausescu", completou.

Em relação a Elena, mulher do ditador, cujo corpo também foi exumado junto ao suposto cadáver do marido, Dermengiu afirma que não há "suficientes elementos de comparação" para um pronunciamento no momento, já que as investigações centraram-se especialmente no ex-ditador.

O INML apresentará os resultados oficiais das provas na próxima quinta-feira, segundo informou um de seus funcionários à AFP.

O genro de Nicolae Ceausescu, Mircea Oprean, já deu a entender pouco depois da exumação que acredita que os restos não são de seus sogros.

"Vi os corpos. Reconheci o abrigo escuro de meu sogro. Tinha buracos, assim como as calças", afirmou Oprean, marido da falecida Zoia, confirmando que se tratava de buracos de balas.

Nicolae Ceausescu, que dirigiu a Romênia com mão de ferro de 1965 até a queda dos regimes comunistas da Europa do Leste em 1989, nasceu em 26 de janeiro de 1918 em uma família camponesa.

Depois da repressão sangrenta das manifestações populares em meados de dezembro de 1989 em Timisoara (oeste) e Bucarest - que deixaram no total 1.104 mortos -, o ditador fugiu da capital em um helicóptero, em 22 de dezembro de 1989.

Ceausescu e sua mulher foram detidos decorridas poucas horas, após um julgamento sumário a portas fechadas em um quartel militar de Targoviste (leste de Bucareste), morreram executados por um pelotão de fuzilamento.

Por medo que seus túmulos fossem profanados, as autoridades os enterraram à noite, depois de sua execução, sob cruzes com nomes falsos, segundo várias testemunhas.

O nome do casal foi depois acrescentado e, todos os anos, vários nostálgicos do regime de Ceausescu comemoram sua morte frente a seu túmulo do cemitério de Ghencea, visitada igualmente por inúmeros turistas.

Oprean e Valentin Ceausescu cuidam com esmero da imagem do ex-ditador. Por isso, segundo o advogado de Valentin, registraram há dois a "marca Ceausescu" e tentaram proibir recentemente uma obra teatral sobre ele.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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