Como em todo Brasil, brasileiros de Paris realizam atos contra anistia e PEC da Blindagem
Dois atos no formato "flashmob" foram realizados em Paris neste domingo (21) em apoio à mobilização nacional contra a anistia e a PEC da Blindagem. Protestos também foram convocados em outras cidades europeias, como Londres, Lisboa e Berlim.
Dois atos no formato "flashmob" foram realizados em Paris neste domingo, 21, em apoio à mobilização nacional contra a anistia e a PEC da Blindagem. Protestos também foram convocados em outras cidades europeias, como Londres, Lisboa e Berlim.
As manifestações em Paris foram organizadas por vários coletivos brasileiros na França, como o Memórias da Resistência Brasileira na França 2016-2023, o Alerte France Brésil e o núcleo do PT no país, com apoio da Fibra Internacional Brasileira contra o Golpe e pela Democracia. Eles convidaram todos os brasileiros e brasileiras de Paris e região a se juntarem ao povo que está nas ruas do Brasil neste domingo para participar do Ato/Flashmob #AnistiaNão.
Na França, qualquer manifestação pública precisa de autorização das autoridades de segurança para acontecer. Os coletivos brasileiros informaram que não tiveram tempo hábil para solicitar a licença para o protesto de hoje e, por isso, realizaram os atos em eventos já previstos há muito tempo.
O primeiro deles ocorreu durante o piquenique do Coletivo Leitoras de Paulo Freire, que acontece todo ano no Jardim Marielle Franco, criado em Paris em 2019 em homenagem à vereadora e ativista carioca assassinada. Com cartazes, faixas e palavras de ordem, os manifestantes expressaram sua indignação com o Congresso Nacional, a anistia e a PEC da Blindagem, chamada pelos participantes de PEC da Bandidagem. Eles também pediram o fim da escala 6x1, a isenção do IR e a taxação dos super-ricos.
O segundo flashmob aconteceu no encerramento do evento Food Temple Brésil. A feira gastronômica, que integra a temporada cruzada França-Brasil, reuniu desde a última quinta-feira, no Carreau du Temple, no 3º distrito de Paris, grandes chefs brasileiros.
'Anistia não pode ser usada contra a própria democracia'
Silvia Capanema, professora da Universidade Sorbonne Paris Nord e deputada regional de Saint-Denis, na periferia parisiense, pelo partido de esquerda radical A França Insubmissa, apoia o movimento. Em entrevista recente à RFI, ela afirmou que a anistia "não pode ser usada contra a própria democracia. Ela só deve ser utilizada se for para favorecer a democracia".
Ela espera que o campo que pede "essa anistia para golpistas" se torne minoritário pela pressão das ruas.
Londres, Lisboa e Berlim foram outras capitais europeias que também realizaram atos contra a Proposta de Emenda à Constituição da Blindagem, aprovada pela Câmara dos Deputados na última semana, e contra o projeto que propõe anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro.