Chefe da máfia colombiana é morto em hospital de Madri
O suposto chefe da máfia colombiana do narcotráfico Leónidas Vargas Vargas foi assassinado nesta quinta-feira a tiros em um quarto do Hospital Doce de Octubre de Madri, informaram à Agência Efe fontes da investigação.
Vargas, que estava internado na sessão de cardiologia do hospital, recebeu pelo menos quatro tiros por volta das 19h45 locais (16h45 de Brasília).
O suposto mafioso tinha sido detido em julho de 2006 na porta de um hotel de Madri, em posse de um passaporte falso de origem venezuelana, e atualmente estava em liberdade sob fiança.
Ele tinha sido internado em 2 de janeiro por causa de dores no estômago, segundo fontes policiais.
Duas pessoas entraram no quarto que dividia com outro paciente e perguntaram ao que estava acordado se ele era Leónidas.
Depois de o paciente responder que Leónidas era a pessoa da cama ao lado, sacaram uma arma com silenciador e dispararam quatro tiros no homem que dormia.
A Polícia, que acredita que o assassinato se tratou de um acerto de contas, investiga agora se as câmaras de segurança do hospital registraram a passagem dos assassinos pelo centro.
Vargas era considerado um importante líder do narcotráfico na Colômbia, relacionado com o desarticulado cartel de Medellín.
Com 59 anos, Vargas era supostamente o chefe dos cartéis do Caquetá e do sul do país.
Ele foi condenado a 19 anos de prisão por narcotráfico e a outros 26 por homicídio, porte ilegal de armas e enriquecimento ilícito, penas pelas quais esteve recluso em várias penitenciárias de segurança máxima na Colômbia.
Além disso, foi acusado de tentar matar o candidato presidencial do Partido Liberal da Colômbia, o ex-ministro Horacio Serpa.
A rede à qual Vargas pertencia é acusada de enviar cocaína aos Estados Unidos.