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Britânicos se despedem de Margaret Thatcher em funeral

Margaret Thatcher morreu no último dia 8 de abril. Ela governou o Reino Unido entre 1979 e 1990

17 abr 2013 - 06h19
(atualizado às 10h17)
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A cerimônia do funeral de Margaret Thatcher foi realizada nesta quarta-feira na catedral de St. Paul, diante de 2,3 mil convidados, incluindo a rainha Elizabeth II da Inglaterra, todo o governo britânico e representantes de 170 países.  O decano de St. Paul, David Ison, foi o responsável por iniciar a missa e deu graças à ex-primeira-ministra britânica, que faleceu em 8 de abril, "por sua vida e seu trabalho".

O caixão da ex-primeira-ministra britânica, envolvido com a bandeira nacional britânica e coberto com uma coroa de flores brancas, foi transportado em uma carruagem até a porta do imponente templo anglicano, onde oito militares de forças associadas com a guerra das Malvinas de 1982 levaram o caixão para dentro da catedral.

O bispo de Londres, Richard Chartres, se referiu no sermão à polêmica sobre o legado da única primeira-ministra da história do Reino Unido, que transformou e dividiu com a mesma veemência o país. "A tempestade de opiniões contrárias se centra na senhora Thatcher, que virou uma figura simbólica, inclusive em um ismo", disse, em referência à palavra thatcherismo. "O Parlamento teve um debate franco na semana passada, mas aqui e agora não é o momento nem o local", acrescentou.

O cortejo fúnebre de despedida da Dama de Ferro começou no Parlamento. Na primeira parte do trajeto, o carro fúnebre foi escoltado pela polícia até a igreja de São Clemente Danes. Nesta capela, o caixão foi colocado em uma carruagem de canhão, puxada por seis cavalos, que seguiu em procissão até St. Paul. 

Durante todo o percurso o público se reuniu atrás de cercas de proteção e muitas pessoas carregavam bandeiras britânicas. Foram escutados aplausos no início e na chegada do cortejo fúnebre, enquanto o Big Ben se calou em sinal de respeito do Parlamento.  

No entanto, cerca de duas dezenas de opositores às políticas de Margaret Thatcher viraram as costas para o cortejo fúnebre da ex-premiê britânica, nesta quarta-feira, e alguns outros vaiaram a passagem do caixão pelo centro de Londres. Um homem levantou um cartaz pedindo as vaias e alguns manifestantes gritaram "escória", enquanto outros bateram palmas e jogaram flores ao longo do percurso em homenagem a Thatcher.

Ao pé das escadas de St.Paul se postaram os membros da Guarda Real, vestidos de vermelho e com seus típicos chapéus negros. Entre os regimentos que se somaram à procissão fúnebre figuram os Guardas Galeses, que sofreram as maiores baixas nas Malvinas, os Guardas Escoceses, os Reais Engenheiros, o Regimento de Paraquedistas e os Reais Gurkhas, entre outros.

O funeral de Margaret Thatcher está um nível abaixo de um de Estado, algo que não se via desde a morte, em 1965, do ex-primeiro-ministro Winston Churchill, considerado uma das grandes figuras da história britânica por seu papel na Segunda Guerra Mundial.

Além da rainha e de membros do governo, participam do funeral mais de dois mil convidados, todos vestidos de negro, entre eles o ex-presidente sul-africano Frederick De Klerk; o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu; e os ex-primeiros ministros britânicos John Major, Tony Blair e Gordon Brown. Também estão na cerimônia membros dos governos de Thatcher, personalidades do mundo do espetáculo, políticos de diferentes partidos e diplomatas de mais de 200 países.

Ao chegar na catedral, Elizabeth II foi recebida pelo hino britânico, "God Save the Queen (Deus Salve a Rainha). O aparato de segurança nas ruas britânicas é muito forte, com mais de quatro mil policiais. A bandeira britânica está a meio mastro na residência oficial de Downing Street e no Palácio de Westminster, sede do Parlamento.

O caixão da única mulher chefe de Governo do Reino Unido, que passou 11 anos em Downing Street, um recorde no cargo em mais de 150 anos, passou a noite de terça-feira no Parlamento, do qual foi membro durante mais de meio século, de 1959 até sua morte, em 8 de abril aos 87 anos em consequência de um acidente cardiovascular. Seu funeral gerou grande polêmica devido ao alto custo e porque a ex-mandatária é vista como uma figura política que dividiu ao país.

Após o funeral, a Dama de Ferro será cremada em uma cerimônia privada e as cinzas serão enterradas ao lado do marido, Denis, falecido em 2003 após 50 anos de casamento, nos jardins do Royal Hospital Chelsea de Londres.

Com informações das agências internacionais

Fonte: Terra
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