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Estudo italiano mostra que anticorpos persistem 9 meses pós-Covid

19 jul 2021 16h49
| atualizado às 17h34
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Um estudo italiano mostrou que o nível de anticorpos contra a Covid-19 continua alto pelo menos nove meses depois da infecção por Sars-CoV-2, tanto em pacientes sintomáticos quanto assintomáticos.

A pesquisa foi feita pelo grupo de Andrea Crisanti, da Universidade de Pádua, em colaboração com o Imperial College de Londres e publicada nesta segunda-feira (19) na revista científica Nature Communications.

O estudo foi conduzido em duas etapas com mais de 85% dos 3 mil residentes da cidade italiana Vo'Euganeo: entre fevereiro e março de 2020, os voluntários fizeram testes para detectar aqueles que estavam infectados pelo vírus; entre maio e novembro, eles foram submetidos a exames de anticorpos.

Os dados mostraram que 98,8% das pessoas contaminadas em fevereiro e março apresentaram níveis detectáveis de anticorpos em novembro. Além disso, revelaram que não houve diferenças entre os que sofreram com sintomas de Covid-19 e aqueles que foram assintomáticos.

Os níveis de anticorpos foram detectados por meio de três testes para detectar diferentes tipos de anticorpos que respondem a diferentes partes do vírus.

Os resultados informaram também que, apesar de todos os tipos de anticorpos apresentarem algum declínio entre maio e novembro, a taxa de deterioração foi diferente de acordo com o teste feito.

Um aumento dos níveis de defesa dos anticorpos também foi encontrado em alguns casos, um fenômeno que sugere uma possível reinfecção com o vírus em determinados indivíduos, estimulando o sistema imunológico.

"Não encontramos evidências de que os níveis de anticorpos entre infecções sintomáticas e assintomáticas diferem significativamente, sugerindo que a força da resposta imune não depende dos sintomas e da gravidade da infecção", disse uma das autoras do estudo, Ilaria Dorigatti, do Centro de Análise Global de Doenças Infecciosas e Instituto Abdul Latif Jameel para Análise de Emergências e Doenças no Imperial College.

No entanto, a especialista acrescentou que o estudo mostra que "os níveis de anticorpos variam, às vezes notavelmente, dependendo do teste usado". "Isso implica que é preciso ter cuidado ao comparar as estimativas dos níveis de infecção em uma população obtidas em diferentes partes do mundo, com testes diferentes em momentos diferentes".

Por fim, o estudo ressaltou a importância da vacinação anti-Covid para combater a pandemia. "Está claro que a pandemia não acabou, nem na Itália, nem no exterior. Para avançar, é de fundamental importância continuar a administrar a primeira e a segunda doses da vacina, bem como fortalecer os sistemas de vigilância como rastreamento de contatos do vírus", finalizou Dorigatti.

Ansa - Brasil   
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