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Estados Unidos

Obama faz 6º maior discurso sobre Estado da União da história

30 jan 2010 - 14h08
(atualizado às 14h09)
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Durante 1 hora 9 minutos e 20 segundos, o presidente americano Barack Obama tentou convencer os congressistas de que a reforma da saúde deveria ser aprovada e o país deveria focar investimentos na geração de empregos. Para isso, usou exatas 7.304 palavras no sexto mais longo discurso sobre o Estado da União da história. Neste quesito, Obama só perdeu para Bill Clinton (dono do primeiro, terceiro, quarto e quinto lugares) e Woodrow Wilson (segundo lugar).

Assista à íntegra do discurso de Obama:

O recorde de Bill Clinton foi estabelecido em 1995, quando o então presidente democrata precisou de 9190 palavras em 1 hora 24 minutos e 58 segundos para explicar aos congressistas a sua visão de um "novo pacto social" para tornar o governo mais barato, eficiente e menos intrusivo. Nos outros discursos, Clinton foi mais moderado: foram 7.514 palavras em 1999, 7.452 em 2000 e 7.432 em 1994.

O segundo colocado do ranking, Woodrow Wilson, obteve o posto com uma apresentação de 7.687 palavras em 1915 e foi o responsável por recuperar a tradição do discurso sobre o Estado da União. Antes dele, apenas George Washington (1790-96) e John Adams (1797-1800) discursaram para o Congresso.

No dia 7 de dezembro de 1915, Wilson precisou de muitas páginas em seu discurso para abordar um tema que preocupava os americanos e o resto do mundo: a eclosão, no ano anterior, da Primeira Guerra Mundial, na Europa. Na ocasião, o então presidente disse aos congressistas:

"Desde a última vez que tive o privilégio de me dirigir a vocês no Estado da União, uma guerra entre nações do outro lado do mar, que apenas começou a revelar as suas imensas proporções, expandiu a sua ameaça e seu escopo sinistro até poder varrer em fogo alguma parte do globo, sem excetuar a nossa própria terra", disse. "A guerra alterou todos os nossos negócios internacionais e agora apresenta um prospecto de reorganização como nunca antes qualquer político ou cidadão teve de passar".

"Período de silêncio"
O responsável por romper a tradição do discurso sobre o Estado da União foi Thomas Jefferson, que acreditava que o ato de se reportar publicamente ao Congresso era muito similar ao ritual britânico de iniciar o ano legislativo com uma lista de novas diretrizes. A partir de então, todos os presidentes entre 1801 e 1912 preferiram apenas escrever relatórios, deixando a oratória de lado.

Foi então que Wilson mudou a tradição novamente e partir do seu primeiro discurso, em 1913, em que voltou a adotar a apresentação verbal. Ele tomou a iniciativa por acreditar que a presidência era mais do que uma instituição impessoal: era dinâmica e viva. De acordo com a filosofia de Wilson, os relatórios eram muito frios, extensos e formais, ao contrário dos discursos inflamados e mais diretos que o cargo exigia.

Um exemplo de como os relatórios deste "período de silêncio" eram longos foi o texto de Theodore Roosevelt, em 1907, ano seguinte ao terremoto que devastou a cidade de São Francisco. O republicano elaborou um documento com 27.397 palavras, o mais longo enviado ao Congresso em toda a história.

Com informações do site The American Presidency Project

Fonte: Redação Terra
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