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Melania quis enviar mensagem para mídia com casaco polêmico

A primeira-dama dos Estados Unidos usou uma peça com a frase "Eu realmente não me importo, e você?" para visitar crianças imigrantes

14 out 2018
17h59
atualizado às 18h46
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A primeira-dama dos Estados Unidos Melania Trump disse neste sábado, 13, que queria enviar uma mensagem para a imprensa quando em junho escolheu um casaco com uma mensagem enigmática para visita ao Texas, onde se reuniu com crianças imigrantes que foram separadas dos pais.

Em uma entrevista ao canal ABC News, Melania falou sobre a controversa jaqueta com a frase "Eu realmente não me importo, e você?" em letras maiúsculas brancas. "Eu preferiria que (a mídia) se concentrasse no que eu faço e nas minhas iniciativas, em vez do que eu uso", disse.

"É óbvio que eu não coloquei minha jaqueta para crianças. Eu usei o casaco para entrar e sair do avião; foi para as pessoas e para a mídia de esquerda que estavam me criticando", afirmou Melania.

Melania Trump e sua jaqueta polêmica
Melania Trump e sua jaqueta polêmica
Foto: Kevin Lamarque / Reuters

A primeira-dama explicou que a peça foi um gesto para mostrar para a mídia que "não se importava" com sua cobertura. "Eles podem criticar o que querem, mas não vão me impedir de fazer o que eu acho bom", avisou.

Os comentários da primeira dama contrastam com as declarações feitas por sua porta-voz durante a polêmica. Stephanie Grisham disse que era simplesmente "uma jaqueta" e que "não havia mensagem oculta".

A peça gerou todos os tipos de especulações e alguns meios de comunicação interpretaram como um aceno para a base eleitora de Trump. No entanto, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump disse, na época, que foi uma indireta para os meios de comunicação.

Em qualquer cenário, a escolha do guarda-roupa de Melania foi impressa em todas as capas e ofuscou o conteúdo de sua passagem pelo Texas. Essa visita buscava melhorar a imagem do presidente, autor de políticas de "tolerância zero" que levaram à separação de 2,5 mil crianças de seus pais que tentaram atravessar irregularmente a fronteira com o México.

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Estadão
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