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Estados Unidos

Acusado de atirar contra Casa Branca chama Obama de Anticristo

17 nov 2011 - 17h26
(atualizado às 18h03)
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O jovem detido por atirar contra a Casa Branca aparentemente foi movido por seu ódio contra o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a quem chamou de "Anticristo", segundo fontes da investigação. Oscar Ramiro Ortega-Hernández, 21 anos, detido nesta quarta-feira em um hotel próximo a Indiana (Pensilvânia), "odeia o presidente, Washington e a sociedade", disse um funcionário da Polícia ao jornal The Washington Post.

Imagem de arquivo mostra Oscar Ortega, suspeito de ter ligação com o tiro contra a Casa Branca. Foi emitido um mandado de prisão contra Ortega
Imagem de arquivo mostra Oscar Ortega, suspeito de ter ligação com o tiro contra a Casa Branca. Foi emitido um mandado de prisão contra Ortega
Foto: AP

Fontes anônimas da investigação, citadas pela emissora CBS, disseram que o jovem, que comparecerá nesta quinta-feira a uma corte federal em Pittsburgh, supostamente disparou contra a Casa Branca devido ao seu "ódio" por Obama. Em Idaho Falls, onde vive Ortega-Hernández, a imprensa local publica as declarações do empresário Monte McCall, que acusa o vizinho de ter se referido a Obama como "Anticristo" durante uma conversa em julho.

Os disparos foram ouvidos na sexta-feira à noite, a cerca de 600 m de distância da Casa Branca. As autoridades encontraram pouco depois um veículo abandonado com um fuzil AK-47 registrada no nome do prisioneiro. Não houve feridos no incidente, mas o Serviço Secreto encontrou duas balas na terça-feira, uma próxima às janelas da fachada sul e outra no lado de fora da mansão presidencial. Uma das balas acertou a janela localizada em frente ao Salão Oval, mas foi detida pelo vidro blindado.

No entanto, o Serviço Secreto não chegou a temer pela segurança do presidente, que na sexta-feira se encontrava com a primeira-dama, Michelle Obama, no Havaí, na cúpula dos países do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec). Ortega-Hernández, que já teve problemas com a lei em vários estados americanos, se mudou para Washington há apenas algumas semanas, sem informar a família, que o considerava desaparecido desde 31 de outubro.

A Polícia de Arlington (Virgínia) - perto de Washington - deteve o jovem poucas horas antes dos disparos por motivos desconhecidos e, depois de interrogá-lo, voltaram a colocá-lo em liberdade. As autoridades não especificaram a nacionalidade de Ortega-Hernández, mas o descreveram como um homem moreno, de origem hispânica, barbado e com diversas tatuagens, dentre elas a palavra "Israel" no pescoço.

EFE   
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