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Enviado da ONU para Líbia renuncia a um mês de eleições

Ján Kubis não explicou motivos de sua decisão

23 nov 2021 13h56
| atualizado às 14h09
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O enviado especial das Nações Unidas (ONU) para a Líbia, Ján Kubis, renunciou ao cargo nesta terça-feira (23).

Ján Kubis ocupava o cargo desde janeiro passado
Ján Kubis ocupava o cargo desde janeiro passado
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Na função desde janeiro passado, o diplomata eslovaco não explicou os motivos de sua decisão, que chega a um mês das eleições presidenciais supervisionadas pela ONU para pacificar o país africano.

Fontes das Nações Unidas afirmaram que o enviado sentia não ter "apoio suficiente" e também citaram divisões no Conselho de Segurança sobre a missão na Líbia.

Alguns membros querem que o escritório do enviado seja transferido de Genebra, na Suíça, para a capital líbia, Trípoli, mas Kubis estaria relutante em aceitar a mudança.

O diplomata também era alvo de críticas na ONU por não ter monitorado mais de perto o processo eleitoral no país africano.

As eleições legislativas estão previstas para janeiro, mas as presidenciais serão já em 24 de dezembro e contam com 98 candidatos, embora esse número deva ser reduzido após uma análise mais aprofundada das documentações.

Entre os postulantes estão o marechal Khalifa Haftar, um dos protagonistas dos conflitos da última década no país, e o segundo filho do ex-ditador Muammar Kadafi, Saif al-Islam Kadafi. Ambos são acusados de crimes de guerra e contra a humanidade.

Além desses dois, os outros candidatos que devem protagonizar a disputa são o primeiro-ministro Abdul Hamid Dbeibah, que chefia um governo de união nacional desde março; o presidente do Parlamento, Aguila Saleh; e o ex-ministro do Interior Fathi Bashagha.

A Líbia vive fragmentada desde a queda de Kadafi, em 2011, e foi tomada por guerras de milícias na segunda metade da década passada.

As negociações para reunificar o país duraram vários anos, mas ganharam impulso com a derrota militar de Haftar, dominante no leste e que havia lançado uma ofensiva em 2019 para conquistar Trípoli e assumir o controle de todo o território nacional.

Um cessar-fogo permanente está em vigor desde outubro de 2020. 

Ansa - Brasil   
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