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Eleição em Honduras tem disputa acirrada entre aliado de Trump e candidato do Partido Liberal

Nasry Asfura, candidato que recebeu o apoio de Donald Trump para a eleição presidencial em Honduras, está empatado com seu rival do Partido Liberal, Salvador Nasralla, segundo resultados preliminares divulgados nesta segunda-feira (1º). O empresário de 67 anos obteve cerca de 40% dos votos após a apuração de aproximadamente 56% das urnas, de acordo com o Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

1 dez 2025 - 12h39
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O conservador Asfura, do Partido Nacional de Honduras, supera por uma margem mínima o apresentador de TV Salvador Nasralla (Partido Liberal), com 39,8% dos votos. A candidata da esquerda no poder, a advogada Rixi Moncada, 60 anos, tem mais de 20 pontos de diferença. Nasralla, 72 anos, se mostrou confiante na vitória quando os resultados de algumas províncias foram divulgados.

Cerca de 6,5 milhões de hondurenhos foram às urnas, em turno único, para escolher o sucessor da presidente Xiomara Castro, além de 128 deputados e centenas de prefeitos para os próximos quatro anos.

O presidente americano Donald Trump adotou uma postura intervencionista na América Latina e condicionou a ajuda americana à boa vontade dos governos e às suas afinidades com seus dirigentes. No caso de Honduras, ele garantiu que "se (Asfura) não vencer as eleições, os Estados Unidos não desperdiçarão seu dinheiro".

O chefe da Casa Branca considera o conservador como "único verdadeiro amigo da liberdade", e afirmou que "não poderia trabalhar" com Rixi Moncada "e os comunistas", e que "não confiava" em Salvador Nasralla. "Tito (Nasry Asfura) e eu podemos trabalhar juntos para lutar contra os 'narco-comunistas' e levar ao povo de Honduras a ajuda de que precisa", escreveu Trump nas redes sociais.

A congressista republicana Maria Elvira Salazar publicou mensagem na rede social X elogiando a participação popular. "A esquerda comunista foi esmagada em Honduras. Enquanto a contagem dos votos continua, uma coisa já está clara: o povo hondurenho rejeitou de forma contundente o socialismo e decidiu unir-se ao sonho de um continente livre, próspero e democrático. Seguimos aguardando o resultado final", diz a postagem.

Tráfico de drogas

Asfura, empresário da construção civil e ex-prefeito de Tegucigalpa, é afiliado ao partido do ex-presidente Juan Orlando Hernández (2014-2022), que cumpre pena de 45 anos de prisão nos Estados Unidos por tráfico de drogas. Donald Trump anunciou na sexta-feira (28) que concederia a ele um "perdão total e absoluto".

Moncada denunciou a ingerência dos Estados Unidos, enquanto Asfura negou que esse perdão pudesse beneficiá-lo. Asfura, que disputa sua segunda eleição presidencial após a derrota em 2021 para Xiomara Castro, também conta com apoio do presidente argentino, aliado de Trump, Javier Milei.

A votação ocorreu em contexto de tensões políticas, com acusações de fraude da direita e da esquerda. A Organização dos Estados Americanos (OEA) e a União Europeia enviaram observadores. Francisco Assis, chefe da missão da OEA, considerou que o dia de votação transcorreu em "atmosfera democrática".

Pobreza e violência

Os candidatos abordaram pouco as preocupações dos hondurenhos: pobreza e violência. Asfura prometeu atrair investimentos, Nasralla apoiar a indústria e a agricultura, e Moncada taxar as elites econômicas.

Quase dois terços dos 11 milhões de hondurenhos vivem na pobreza, e 27% do PIB do país vêm das remessas enviadas por hondurenhos que vivem nos Estados Unidos, o que corresponde a cerca de US$ 10 bilhões. Mas o governo Trump expulsou este ano cerca de 27 mil hondurenhos e revogou o status de proteção temporária de 51 mil cidadãos.

Honduras é um dos países mais violentos da região. A corrupção e os vínculos com o narcotráfico são um grande desafio, e os três partidos favoritos da eleição são suspeitos de estarem vinculados à rede criminosa de venda de drogas.

Com agências

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