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Confronto entre milícias gera novo banho de sangue na Líbia

País virou o centro da preocupação da Europa no fim de semana

3 set 2018 10h56
| atualizado às 11h30
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O governo da Líbia reconhecido pela comunidade internacional e apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) declarou estado de emergência na capital Trípoli e em seus arredores devido a um conflito armado entre grupos rivais que causa um novo banho de sangue no país.

Confronto entre milícias gera novo banho de sangue na Líbia
Confronto entre milícias gera novo banho de sangue na Líbia
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

De acordo com o Ministério da Saúde, o balanço de vítimas é de 47 mortos e 129 feridos nos últimos oito dias de confrontos, sendo a maioria das vítimas civis. O enfrentamento ocorre entre milícias leais ao governo de união nacional (GNA, na sigla em inglês, reconhecido pelo comunidade internacional e sediado em Trípoli) e a "7ª Brigada", um grupo armado da cidade de Tarhouna, a 65 km da capital. A 7ª Brigada - também chamada de Kanyant - lançou uma ofensiva surpresa contra o GNA no da 27 de agosto, levando a Líbia para um novo caos político. O grupo assumiu o controle do aeroporto e de outras regiões importantes do país.

A milícia diz que quer "limpar Trípoli dos grupos corruptos, que usam sua influência para pegar empréstimos milionários enquanto a população ordinária vive na miséria".

Em um discurso na semana passada em rede nacional, o chefe do governo de união nacional, Fayez al-Sarraj, pediu que os grupos respeitem a tentativa de um cessar-fogo.

Desde 2011, a Líbia vive uma crise política gerada pelo vácuo deixado com a morte do ditador Muammar Kadafi. Milícias se enfrentam constantemente na tentativa de assumir o governo.

Atualmente, a Líbia tem dois governos: o GNA, em Trípoli, e o núcleo com base na cidade de Tobruk. Ambos enfrentam milícias que tentam derrubá-los e nenhum representa totalmente a população.

A França e a Itália tentam mediar a realização de novas eleições na Líbia ainda neste ano, porém, a instabilidade local pode colocar o projeto em risco.

No sábado (1), representantes dos Estados Unidos, França, Itália e Reino Unido condenaram a escalada da violência e criticaram a deterioração do processo político.

Ansa - Brasil   
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