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Comissão da ONU diz que Israel comete genocídio em Gaza

Governo Netanyahu classificou relatório como 'falso'

16 set 2025 - 13h16
(atualizado às 14h02)
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Investigadores da Organização das Nações Unidas (ONU) anunciaram nesta terça-feira (16), pela primeira vez, que Israel cometeu genocídio na Faixa de Gaza desde outubro de 2023, com a "intenção de destruir os palestinos" presentes no território.

"Concluímos que um genocídio está ocorrendo em Gaza e que a responsabilidade recai sobre o Estado de Israel", declarou Navi Pillay, chefe da Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre a situação dos direitos humanos no territórios palestinos ocupados.

Em um relatório de 72 páginas recém-divulgado, a ONU destaca que Israel "cometeu quatro atos genocidas" no enclave palestino desde 7 de outubro de 2023, quando o Hamas realizou ataques no sul do território israelense e o país lançou sua campanha militar.

Esses atos incluem o assassinato de palestinos em Gaza, causando-lhes "graves danos físicos e mentais", "impondo deliberadamente ao grupo condições de vida calculadas para causar sua destruição física, total ou parcial", e "impondo medidas destinadas a impedir nascimentos dentro do grupo", segundo o documento.

Os investigadores afirmaram ainda que declarações explícitas de autoridades civis e militares do governo do premiê Benjamin Netanyahu, juntamente com o padrão israelense de conduta com força, "indicaram que os atos genocidas foram cometidos com a intenção de destruir os palestinos na Faixa de Gaza como um grupo".

Além disso, o relatório concluiu que Netanyahu, o presidente israelense, Isaac Herzog, e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant "incitaram a prática do genocídio e que as autoridades israelenses não tomaram medidas contra eles para punir essa incitação".

"A responsabilidade por esses crimes atrozes cabe aos mais altos escalões das autoridades israelenses", acrescentou Pillay, ex-juíza sul-africana que também atuou como chefe de direitos humanos da ONU.

A comissão não é um órgão estatutário, mas seus relatórios podem exercer pressão diplomática e servir para reunir provas para uso posterior pelos tribunais.

Inclusive, Pillay afirmou que a comissão está cooperando com o promotor do Tribunal Penal Internacional (TPI), que emitiu um mandado de prisão internacional para Netanyahu e Gallant nos últimos meses. "Compartilhamos milhares de informações com eles", disse ela.

Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores de Israel disse que a investigação da ONU "é falsa" e foi produzida por "antissemitas".

"Três indivíduos agindo como representantes do Hamas, conhecidos por suas posições abertamente antissemitas ? e cujas declarações horríveis sobre os judeus foram condenadas em todo o mundo ? publicaram hoje outro 'relatório' falso sobre Gaza", diz o comunicado divulgado no X.

Segundo o governo israelense, o documento "baseia-se inteiramente em falsidades recicladas e repetidas do Hamas".

"Essas invenções já foram amplamente desmascaradas. Israel rejeita categoricamente este relatório distorcido e falso e pede a abolição imediata desta Comissão de Inquérito", concluiu.

Ansa - Brasil
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