Chefe de asssistência dos EUA chega ao Egito com ajuda para Gaza e anuncia mais auxílio aos palestinos
A chefe de assistência dos Estados Unidos, Samantha Power, chegou nesta terça-feira à Península do Sinai, no Egito, onde anunciou mais de 21 milhões de dólares em auxílio adicional para o povo palestino afetado pelo conflito entre Israel e o grupo islâmico Hamas.
A administradora da USAID chegou a Al Arish com uma entrega de 36.000 libras de assistência alimentar e suprimentos médicos transportados via aérea pelo Departamento de Defesa a partir da Jordânia e destinados a Gaza, de acordo com um comunicado.
A assistência adicional que Power anunciou nesta terça-feira apoiará o fornecimento de suprimentos de higiene e abrigo, alimentos e outros tipos de assistência para os moradores de Gaza e da Cisjordânia afetados pelo conflito, de acordo com um comunicado separado.
Os recursos também apoiarão o atendimento psicossocial e os serviços de saúde essenciais, juntamente com a criação de um hospital de campanha operado por uma ONG em Gaza, que oferecerá atendimento hospitalar.
Apenas uma fração dos hospitais de Gaza continua em funcionamento devido aos bombardeios israelenses e à falta de combustível, e os que ainda funcionam estão cada vez mais sobrecarregados por novas ondas de feridos.
"Os Estados Unidos continuam trabalhando ininterruptamente para superar os obstáculos diplomáticos e operacionais para o acesso humanitário, apresentar soluções para os desafios emergentes da assistência humanitária e ampliar significativamente essa resposta para onde ela precisa estar", disse a USAID no comunicado.
O Ministério da Saúde de Gaza afirmou que pelo menos 15.899 palestinos, 70% deles mulheres ou menores de 18 anos, foram mortos em bombardeios israelenses no enclave governado pelo Hamas em oito semanas de guerra. Outros milhares estão desaparecidos e teme-se que estejam soterrados nos escombros.
Israel lançou seu ataque para exterminar o Hamas em retaliação a um ataque transfronteiriço realizado em 7 de outubro por homens armados do Hamas que mataram 1.200 pessoas e fizeram cerca de 240 reféns, de acordo com os registros israelenses - o dia mais mortal da história de 75 anos de Israel.