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Brics: Texto final condena ataques ao Irã e pede reforma da ONU

Declaração criticou Israel pela situação humanitária em Gaza

6 jul 2025 - 15h10
(atualizado às 15h20)
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O Ministério das Relações Exteriores publicou neste domingo (6) o texto final da reunião de líderes do Brics, no Rio de Janeiro. O documento pede um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza, condena os ataques militares contra o Irã e apoia uma reforma abrangente da Organização das Nações Unidas (ONU).

Declaração, que foi antecipada pelos líderes, criticou Israel pela situação humanitária em Gaza
Declaração, que foi antecipada pelos líderes, criticou Israel pela situação humanitária em Gaza
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Na chamada "Declaração do Rio de Janeiro", os países-membros pediram em um dos 126 trechos que as partes envolvidas no conflito em Gaza possam alcançar um cessar-fogo "imediato, permanente e incondicional".

"Exortamos as partes a se engajarem, de boa-fé, em novas negociações com vistas à obtenção de um cessar-fogo imediato, permanente e incondicional; à retirada completa das forças israelenses de Gaza e de todas as demais partes do Território Palestino Ocupado; à libertação de todos os reféns e detidos em violação ao direito internacional; e ao acesso e entrega sustentados e desimpedidos da ajuda humanitária", diz o documento.

O texto ainda menciona que o enclave é uma "parte inseparável" do Território Palestino Ocupado e destaca a importância de "unificar a Cisjordânia e a Faixa de Gaza sob a Autoridade Palestina". O bloco também condenou firmemente o deslocamento "forçado, temporário ou permanente" da população local.

Em outro ponto, a declaração condenou as ofensivas militares contra o Irã no decorrer do mês passado, pois constituíram uma "violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas". As nações do Brics também expressaram preocupação com a escalada da situação de segurança no Oriente Médio.

"Expressamos ainda séria preocupação com os ataques deliberados contra infraestruturas civis e instalações nucleares pacíficas sob totais salvaguardas da Aiea, em violação ao direito internacional e a resoluções pertinentes da Aiea. As salvaguardas e a segurança nucleares devem ser sempre respeitadas, inclusive em conflitos armados, para proteger as pessoas e o meio ambiente contra danos", afirma o texto, sem citar Estados Unidos e Israel.

Já sobre o conflito no leste europeu, o Brics pediu a "resolução pacífica por meio do diálogo e da diplomacia", além do estabelecimento de um acordo de paz "sustentável".

O documento expressou apoio a uma "reforma abrangente" da ONU, principalmente do seu Conselho de Segurança, "com o objetivo de torná-lo mais democrático, representativo, eficaz e eficiente".

"Aumentar a representação dos países em desenvolvimento nos quadros de membros do Conselho para que ele possa responder adequadamente aos desafios globais predominantes e apoiar as aspirações legítimas dos países emergentes e em desenvolvimento da África, Ásia e América Latina, incluindo os países do Brics, a desempenhar um papel maior nos assuntos internacionais", solicita o documento.

Além dos conflitos militares, o texto final do Brics fala sobre questões econômicas, como as tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, embora não tenha sido mencionado diretamente.

Na declaração, o bloco afirma que a "proliferação de ações restritivas ao comércio ameaça reduzir ainda mais o comércio global, interromper as cadeias de suprimentos globais e introduzir incerteza nas atividades econômicas e comerciais internacionais".

"Expressamos sérias preocupações com o aumento de medidas tarifárias e não tarifárias unilaterais que distorcem o comércio e são inconsistentes com as regras da Organização Mundial do Comércio. Nesse contexto, reiteramos nosso apoio a um sistema multilateral de comércio baseado em regras, aberto, transparente, justo, inclusivo, equitativo, não discriminatório e consensual", declararam.

Por fim, os Estados-membros reconheceram que a Inteligência Artificial "representa uma oportunidade singular para impulsionar o desenvolvimento rumo a um futuro mais próspero", mas solicitaram que a governança global da tecnologia deve "mitigar potenciais riscos e atender às necessidades de todos os países".

"Um esforço global coletivo é necessário para estabelecer uma governança da IA que defenda nossos valores compartilhados, aborde riscos, construa confiança e garanta colaboração e acesso internacionais amplos e inclusivos, incluindo o desenvolvimento de capacidades para países em desenvolvimento, com as Nações Unidas em seu centro", afirmaram. 

Ansa - Brasil
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