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Blinken prometerá apoio contínuo à Ucrânia em reunião da Otan

27 nov 2023 - 15h13
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O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, destacará nesta semana o apoio contínuo da aliança Otan à Ucrânia na guerra com a Rússia, disse a principal autoridade do Departamento de Estado para Europa nesta segunda-feira, mesmo com a guerra em Gaza continuando a ocupar grande parte da agenda do governo Biden.

A guerra entre Israel e o Hamas e o aumento das tensões no Oriente Médio em geral levantaram preocupações de que Washington pode não sustentar o nível de apoio militar e diplomático que deu à Ucrânia desde a invasão em grande escala da Rússia em fevereiro de 2022.

O secretário de Estado adjunto para Assuntos Europeus e Eurasiáticos, James O'Brien, disse aos repórteres que Blinken, que partiu na segunda-feira para Bruxelas, destacará o compromisso contínuo dos Estados Unidos e de seus aliados ao participar da primeira reunião em nível de ministro das Relações Exteriores do Conselho Otan-Ucrânia em Bruxelas.

"Isso faz parte do processo de encontrar um lugar na aliança, que sempre dissemos ser o futuro da Ucrânia", afirmou ele.

O'Brien disse que o governo Biden está confiante de que a ajuda militar contínua para a Ucrânia tem apoio bipartidário no Congresso dos EUA, que está considerando um pedido de mais financiamento para a defesa da Ucrânia, juntamente com a ajuda militar para Israel e Taiwan.

Questionado sobre uma reportagem do jornal alemão Bild, segundo a qual os Estados Unidos e a Alemanha estariam discretamente incentivando Kiev a negociar com Moscou, O'Brien disse que Washington não tem essa política.

"Sempre dissemos que essa é uma questão a ser decidida pela Ucrânia", declarou O'Brien.

Os ministros se reúnem na terça e na quarta-feira em meio a tensões contínuas sobre a proposta da Suécia de seguir o exemplo da vizinha Finlândia na adesão à aliança. A Turquia, que junto com a Hungria está bloqueando a adesão da Suécia, informou à Otan que seu parlamento não concluirá a ratificação da proposta antes das reuniões, disseram fontes à Reuters na semana passada.

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