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Italiano libertado diz que prisão na Venezuela é 'campo de concentração'

'Não me mataram porque o governo da Itália pressionou', disse Mario Burlò

20 jan 2026 - 12h55
(atualizado às 13h58)
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O empresário italiano de Turim Mario Burlò, libertado recentemente da prisão na Venezuela, revelou detalhes sobre os 14 meses em que esteve detido no país sul-americano sem acusações formais.

Burlò contou detalhes de seus 14 meses na prisão na Venezuela
Burlò contou detalhes de seus 14 meses na prisão na Venezuela
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"A prisão em Caracas era um campo de concentração", comparou Burlò durante depoimento na Comissão de Relações Exteriores do Senado italiano nesta terça-feira (20).

Segundo Burlò, havia ordens para matar os detentos, e ele acredita não ter sido executado devido à pressão do governo italiano.

"Havia ordens para nos matar, e eu sabia que esse risco existia e era constante. Então recebi uma ligação da Embaixada [da Itália em Caracas] e pensei: 'Eles não vão me matar.' Nosso governo estava lá", declarou ele, "agradecendo de coração" à diplomacia.

Burlò também foi testemunha de torturas dentro da prisão: "Vi muçulmanos que faziam jejum durante o Ramadã serem entubados com tubos grandes, que eram inseridos até mesmo em suas partes íntimas".

No seu caso, Burlò revelou que, além de ter os cabelos raspados "a zero, como nos campos de concentração", passou sua primeira noite em uma cadeira "de cara para a parede".

"Depois um senhor me emprestou seu colchão. Um gesto de amor em meio à desgraça que jamais esquecerei", disse o empresário, que também recebeu apoio na cela de um parlamentar venezuelano, "ex-candidato à presidência", que lhe deu "força".

"Quando deixei a prisão, ele não estava mais em seu juízo perfeito", acrescentou.

Burlò, que é ministro na Ordem de Malta, quer agora ajudar os companheiros de cela que permanecem detidos na Venezuela.

"Prometi a mim que se eu saísse daquele inferno, eu ajudaria aqueles rapazes, e esta agora é a minha missão na vida", afirmou o ex-prisioneiro, antes de reforçar: "Não posso aceitar que aqueles rapazes sejam torturados".

De acordo com Burlò, seu relato na comissão italiana não é para contar a história de 14 meses de "uma detenção injusta, mas de um sequestro injusto". Ele foi preso em novembro de 2024 sem motivo aparente, após viajar à Venezuela para explorar novas oportunidades de negócios.

"Eu nem sequer falava espanhol, mas acreditem em mim: aprendi da maneira mais difícil", explicou o empresário piemontês.

Ansa - Brasil
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