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Barriga de aluguel é "desumana", diz Meloni, da Itália

12 abr 2024 - 14h36
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A "barriga de aluguel" é "desumana" e trata as crianças como "produtos de supermercado", disse a primeira-ministra da Itália nesta sexta-feira, pedindo ao Parlamento que aprove um projeto de lei para processar aqueles que vão para o exterior em busca da prática.

A maternidade por meio de barriga de aluguel já é ilegal na Itália, punível com prisão e multas, mas a coalizão de direita de Giorgia Meloni prometeu impor uma proibição ainda mais como parte de sua agenda conservadora.

"Ninguém pode me convencer de que é um ato de liberdade alugar o próprio útero, ninguém pode me convencer de que é um ato de amor considerar as crianças como um produto de venda livre em um supermercado", disse Meloni em um evento em Roma.

"Eu ainda considero a prática do aluguel de útero desumana e apoio a proposta de lei que a torna um crime universal."

O Parlamento italiano discute um projeto de lei elaborado pelo partido Irmãos da Itália, de Meloni, para proibir os italianos de terem um bebê em países onde a barriga de aluguel é legal, caso dos Estados Unidos e do Canadá.

A posição do partido ecoa a do Vaticano.

Aprovada pela Câmara dos Deputados da Itália e agora em tramitação no Senado, a proposta foi criticada por grupos de direitos e por alguns políticos da oposição, que a consideram direcionada às pessoas LGBTQ.

"A questão não pode ser tratada com proibição universal, mas com regulamentação que equilibre os direitos em jogo", disse a ex-ministra das Relações Exteriores Emma Bonino ao jornal Corriere della Sera nesta semana.

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