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Irã prepara contraproposta enquanto Trump pondera ataques

20 fev 2026 - 19h35
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O ministro das Relações Exteriores do Irã disse nesta sexta-feira que esperava ter uma contraproposta pronta nos próximos dias, após as negociações nucleares com os Estados Unidos nesta semana, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que está considerando ataques militares limitados.

Duas autoridades norte-americanas disseram à Reuters que o planejamento militar ⁠dos EUA sobre o Irã havia chegado a um estágio avançado, com opções ‌que incluem atacar indivíduos específicos e até mesmo buscar uma mudança na liderança em Teerã, se ordenado por Trump.

Na quinta-feira, Trump deu a Teerã um ‌prazo de 10 a 15 dias para ‌chegar a um acordo para resolver sua longa disputa nuclear ou enfrentar "coisas ⁠realmente ruins", em meio a um reforço militar dos EUA no Oriente Médio que tem alimentado temores de uma guerra mais ampla.

Questionado nesta sexta-feira se estava considerando um ataque limitado para pressionar o Irã a fechar um acordo, Trump disse a repórteres na Casa Branca: "Acho que posso dizer que estou considerando".

Mais tarde, ‌questionado sobre o Irã em uma coletiva de imprensa na Casa Branca, Trump ‌acrescentou: "É melhor eles negociarem ⁠um acordo justo".

Mais cedo, ⁠o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, disse após discussões indiretas em Genebra esta ⁠semana com o enviado especial de ‌Trump, Steve Witkoff, e o ‌genro do presidente, Jared Kushner, que as partes chegaram a um entendimento sobre os principais "princípios orientadores", mas isso não significava que um acordo era iminente.

Araqchi, em entrevista ao MS NOW, disse que tinha uma contraproposta preliminar ⁠que poderia estar pronta nos próximos dois ou três dias para análise das principais autoridades iranianas, com mais negociações entre os EUA e o Irã possíveis em cerca de uma semana.

A ação militar complicaria os esforços para chegar a um acordo, acrescentou.

Em seus comentários, ‌Trump disse que havia uma diferença entre o povo do Irã e a liderança do país e se referiu à recente repressão de Teerã aos ⁠protestos. Trump disse que "32.000 pessoas foram mortas em um período relativamente curto", números que não puderam ser verificados imediatamente.

"É uma situação muito, muito, muito triste", disse Trump, acrescentando que suas ameaças de atacar o Irã levaram a liderança a abandonar os planos de enforcamentos em massa há duas semanas.

"Eles iam enforcar 837 pessoas. E eu lhes disse que, se enforcassem uma pessoa, mesmo que fosse apenas uma, seriam atacados naquele momento", disse ele.

O grupo HRANA, com sede nos Estados Unidos, que monitora a situação dos direitos humanos no Irã, registrou 7.114 mortes confirmadas e afirma ter outras 11.700 em análise.

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