Atores de Hollywood defendem que 'Mármores do Partenon' seja devolvido à Grécia
George Clooney e outros artistas retomaram discussão começada no século 19, quando a obra foi levada de Atenas
Os atores George Clooney, Bill Murray e Matt Damon causaram polêmica ao declarar que os Mármores do Partenon, também conhecidos como Mármores de Elgin, tiveram uma “estadia muito agradável” na Grã-Bretanha, mas que deveriam ser devolvidos à Grécia. A declaração foi dada no último sábado em Berlim, durante a divulgação do novo filme de Clooney “Caçadores de obras-primas”, que mostra como um pelotão da Segunda Guerra Mundial resgatou e devolveu aos seus legítimos proprietários obras de arte roubadas pelos nazistas.
A discussão teve início durante uma coletiva de imprensa, segundo o jornal The Guardian. Um repórter grego perguntou a opinião de Clooney sobre os mármores e ele respondeu que seria uma boa ideia se fosse encontrada alguma maneira da obra ser devolvida a Atenas em algum momento. Segundo ele, seria certo se essa parte da escultura fosse integrada às partes da obra já devolvidas pelo Meuseu Getty e pelo Vaticano para que o Mármores de Pantenon ficasse completo.
Clooney rebateu com muito bom humor a uma declaração de que, por ser americano, não entendia o caso. "Isso provavelmente está certo”, disse ele.
O ministro da cultura grego, Panos Panagiotopoulos escreveu uma carta de duas páginas para expressar “os sinceros agradecimentos do povo grego pela solidariedade de Clooney”. Uma porta voz do Museu Britânico disse que todos têm direito de de ter um ponto de vista, mas ressaltou os benefícios de a obra estar na Inglaterra já que os Mármores poderiam ser vistos como parte de uma coleção mundial. “O objetivo do Museu Britânico é apresentar o mundo para o mundo", disse ela.
A polêmica em torno dos Mármores do Partenon começou desde que as esculturas foram levadas da Grécia para a Grã Bretanha pelo então embaixador do Império Otomano Lorde Elgin, no século 19. Quando se encontrou à beira da falência, o embaixador vendeu a obra ao governo britânico por 35 mil libras e desde então ela permanece no Museu Britânico.