EUA: Líder talibã morto no Paquistão conspirava para matar americanos
Os Estados Unidos evitaram neste sábado confirmar que um de seus drones matou na sexta-feira o líder dos talibãs do Paquistão, Hakimullah Mehsud, mas ressaltou que ele era acusado de "conspirar para matar americanos" e ameaçava continuar fazendo-o.
Em declarações à Agência Efe, um funcionário do Departamento de Estado confirmou que o embaixador americano no Paquistão, Richard Olson, foi convocado pelo Ministério das Relações Exteriores paquistanês para tratar o assunto, mas não deu detalhes sobre o encontro.
"Não estamos em posição de confirmar as informações que Hakimullah Mehsud pode ter sido assassinado no Paquistão", disse o funcionário, que pediu o anonimato.
"No entanto, deixemos claro que Mehsud é considerado o comandante do Tehrik-e-Taliban Paquistão (TTP), o grupo que reivindicou o fracassado atentado de Times Square em Nova York em 1º de maio de 2010", acrescentou.
"Mehsud e outros líderes do TTP prometeram publicamente continuar atacando os Estados Unidos e os americanos, e o citado sujeito foi acusado de conspiração para matar e usar explosivos contra americanos no exterior", continuou a fonte.
A acusação se baseia em seu suposto envolvimento em um atentado na base Chapman do Afeganistão no dia 30 de dezembro de 2009, que deixou sete americanos mortos e seis feridos.
Segundo relatórios confirmados por várias fontes militares paquistaneses, Mehsud e outros quatro insurgentes morreram na sexta-feira pelo ataque de um drone americano na região de Dande Darpakhel.
O ministro do Interior do Paquistão, Chaudhry Nisar Ali Khan, lamentou o ataque e assegurou que se traduzirá em uma "sabotagem" das negociações de paz de seu Governo com a liderança talibã. "Isto assassinou a esperança e o progresso da paz na região", sentenciou Ali Khan.
Consultado a respeito, o funcionário americano assinalou unicamente que "o assunto de negociar ou não com o TTP é um assunto interno para o Paquistão".
"Estados Unidos e Paquistão continuam tendo um interesse estratégico partilhado em acabar com a violência extremista para construir uma região mais próspera, estável e pacífica", finalizou.