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Após devolução de reféns, Israel libertou 1.968 prisioneiros palestinos na Cisjordânia

Quase dois mil prisioneiros palestinos foram recebidos nesta segunda-feira (13) em clima de comemoração em Ramallah, na Cisjordânia ocupada. Eles foram libertados por Israel após a devolução dos 20 reféns vivos na Faixa de Gaza, medida que integra o acordo de cessar-fogo negociado com o grupo Hamas.

13 out 2025 - 10h24
(atualizado às 14h06)
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Quase dois mil prisioneiros palestinos foram recebidos nesta segunda-feira (13) em clima de comemoração em Ramallah, na Cisjordânia ocupada. Eles foram libertados por Israel após a devolução dos 20 reféns vivos na Faixa de Gaza, medida que integra o acordo de cessar-fogo negociado com o grupo Hamas.

"É um sentimento indescritível, um renascimento", disse Mahdi Ramadan, recém-libertado, acompanhado pelos pais. Vários ônibus deixaram a prisão de Ofer nesta segunda-feira (13), na Cisjordânia ocupada, uma das penitenciárias onde estavam os prisioneiros palestinos. Eles foram levados em seguida a um centro cultural da cidade, onde funciona a sede da Autoridade Palestina.

O serviço prisional israelense informou nesta segunda-feira (13) que libertou quase 2.000 detentos, a maioria palestinos, como parte de um acordo de cessar-fogo em Gaza. Segundo comunicado oficial, 1.968 prisioneiros foram transferidos de várias unidades para os complexos de Ofer e Ktziot.

Após a conclusão dos procedimentos e a aprovação das autoridades políticas, os detentos foram liberados: de Ofer para a Cisjordânia e Jerusalém Oriental, e de Ktziot para Kerem Shalom, um posto de fronteira que permite a travessia para a Faixa de Gaza.

A administração penitenciária israelense informou no sábado (11) que reuniu os detentos palestinos em duas prisões, incluindo a de Ofer, para que fossem libertados em troca da soltura dos reféns mantidos pelo Hamas na Faixa de Gaza após o ataque ao território israelense em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra no enclave.

Explosão de alegria com a volta dos palestinos

Centenas de pessoas receberam os detentos, libertados com base no acordo mediado pelos Estados Unidos e proposto por Donald Trump. "Israel proíbe os encontros, as comemorações, as recepções", afirmou Alaa Bani Odeh, que foi ao local para reencontrar o filho de 20 anos, preso há quatro. Ex-prisioneiros e familiares disseram  que pretendem apenas voltar para casa e passar as próximas horas em família.

"Os prisioneiros vivem de esperança... Voltar para casa, para nossa terra, vale mais que todo o ouro do mundo", disse Samer al-Halabiyeh, recém-libertado. "Agora só quero viver minha vida."

A maioria dos libertados recusou entrevistas, dizendo que foram orientados a não se manifestar antes da soltura. No sul da Faixa de Gaza, em Khan Younes, uma multidão aguardava desde a manhã nas proximidades do hospital Nasser. No início da tarde, os detentos libertados ainda não haviam chegado.

Quais prisioneiros foram excluídos da lista?

Segundo o jornal The Times of Israel, personalidades importantes exigidas pelo Hamas, como Marwan Barghouti, foram excluídas da lista. Onze condenados ligados ao Fatah foram incluídos na troca de última hora.

Na sexta-feira (10), Israel divulgou os nomes dos 250 prisioneiros palestinos que seriam libertados. A lista inclui membros do Hamas, da Jihad Islâmica Palestina, do Fatah e da Frente Popular para a Libertação da Palestina. Além de Barghouti, foram excluídos Ahmad Saadat, Ibrahim Hamed, Abbas al-Sayed e Hassan Salameh, todos condenados por ataques com múltiplas vítimas.

Dos 250 detentos, 15 foram libertados em Jerusalém Oriental, 100 na Cisjordânia e 135, condenados por assassinato ou fabricação de armas, foram expulsos para Gaza ou outros destinos, conforme decisão do governo israelense.

Israel também havia se comprometido a libertar 1.722 palestinos de Gaza, segundo a imprensa israelense, incluindo 22 menores, detidos durante a guerra e que não participaram do ataque de 7 de outubro de 2023.

A maioria deles permaneceu sob custódia do sistema penitenciário e 311 sob responsabilidade do Exército. Israel também deve devolver os corpos de 360 combatentes palestinos mortos, sem confirmar se participaram do massacre de outubro.

Entre os 11 prisioneiros do Hamas incluídos na lista estão Mahmoud Issa, preso desde 1993 por sequestro e assassinato, e Raed Sheikh, envolvido no linchamento de dois soldados israelenses em Ramallah, em 2002.

Com agências

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