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Anistia Internacional acusa Hamas de crimes contra a humanidade nos ataques de 7 de outubro em Israel

A Anistia Internacional (AI) divulgou um relatório nesta quinta-feira (11) no qual acusa o Hamas e outros grupos armados palestinos de terem cometido crimes contra a humanidade, incluindo extermínio, durante e após os ataques de 7 de outubro de 2023, em Israel, que desencadearam a guerra na Faixa de Gaza.

11 dez 2025 - 08h33
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O documento de 173 páginas aponta ainda que, ao longo do conflito, o Hamas cometeu crimes de guerra e massacre em massa de civis. A organização também acusou Israel de genocídio em sua campanha de retaliação em Gaza, o que o Estado hebreu nega.

Flores deixadas no local do ataque de 7 de outubro de 2023, comandado pelo Hamas, no sul de Israel.
Flores deixadas no local do ataque de 7 de outubro de 2023, comandado pelo Hamas, no sul de Israel.
Foto: © Ronen Zvulun / Reuters / RFI

"Grupos armados palestinos praticaram violações do direito internacional humanitário, crimes de guerra e crimes contra a humanidade durante seus ataques no sul de Israel que começaram em 7 de outubro de 2023", afirma a organização de defesa dos direitos humanos em seu relatório.

A Anistia acrescenta que o Hamas e outros grupos armados palestinos em Gaza "prosseguiram cometendo violações e crimes, segundo o direito internacional, também com a retenção e maus-tratos de reféns".

"A retenção de reféns foi executada como parte de um plano explicitamente declarado e explicado pela direção do Hamas e de outros grupos armados palestinos", afirma o relatório. A AI já havia acusado o Hamas e outros grupos de violações graves do direito internacional contra civis e combatentes durante conflitos armados.

Ataques contra civis

Os crimes contra a humanidade podem ocorrer em períodos de paz e incluem tortura, estupro e discriminação, seja racial, étnica, cultural, religiosa ou de gênero, e implicam "um ataque generalizado ou sistemático contra qualquer população civil".

O ataque do Hamas de 7 de outubro, no sul de Israel, matou 1.221 pessoas e outras 251 foram sequestradas. Dos 207 reféns capturados com vida pelos extremistas palestinos, 41 morreram em cativeiro na Faixa de Gaza. No momento da divulgação do documento, todos haviam sido entregues a Israel como parte de um acordo de trégua em Gaza, com exceção do corpo de um soldado israelense.

Entre os atos apontados como crimes contra a humanidade pela Anistia Internacional estão assassinato, extermínio, encarceramento, tortura, desaparecimento forçado, estupro e "outras formas de violência sexual".

Trégua de longo prazo em Gaza

Em meio às negociações para consolidar o acordo de paz apoiado pelos Estados Unidos para a Faixa de Gaza, um dirigente do Hamas propôs, nesta quarta-feira (10), congelar o armamento do movimento islâmico em troca de uma trégua duradoura, e mostrou-se aberto à presença de uma força internacional de manutenção do cessar-fogo na fronteira do território palestino com Israel.

"A ideia de um desarmamento total é inaceitável para a resistência. O que está proposto é um congelamento, ou um armazenamento (...) para dar garantias contra qualquer escalada militar a partir de Gaza com a ocupação israelense", declarou Khaled Meshaal, ex-número um do Hamas, em entrevista à rede Al Jazeera.

"É a ideia que discutimos com os mediadores, e penso que, com uma posição norte-americana pragmática (...), essa visão poderia ser aceita pela administração dos EUA", apontou.

A primeira fase do plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pôr fim à guerra previa, com o início de uma trégua em 10 de outubro, a restituição dos reféns vivos e mortos retidos em Gaza, em troca de centenas de prisioneiros palestinos detidos em Israel.

Nesta quarta-feira, restava apenas o corpo de um refém em Gaza. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse no último domingo (7) que espera "muito em breve" passar para a segunda fase do plano, e anunciou um novo encontro com Trump em 29 de dezembro.

Com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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